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1 mês

Virgílio afirma ser vítima de armação e que enteado é inocente em homicídio

Do UOL, em São Paulo

15/01/2021 16h05

Depois de ser acusado pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, de encobrir o assassinato de um engenheiro com "a máquina da Prefeitura", o ex-prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) diz ser vítima de armação. A declaração foi dada hoje durante o UOL Entrevista, conduzido pelo repórter Nathan Lopes e pelo colunista Diogo Schelp.

Em 2019, a Polícia Civil do Amazonas indiciou dois enteados de Virgílio, Alejandro e Paola Valeiko, e um funcionário da segurança da prefeitura, Elizeu da Paz, pela morte do engenheiro Flávio Rodrigues, 41, no dia 29 de setembro —um carro da Prefeitura de Manaus foi usada para retirar o corpo de Flávio do local do crime, segundo inquérito ao qual o UOL teve acesso.

"Depois de um ano, o MP [Ministério Público] se dignou a nos dar o laudo que comprova a inocência do rapaz [enteado Alejandro]. O rapaz é viciado em drogas e estava numa rodada de pessoas como ele. Há dois réus confessos, isso é um fato, insistiram em fazer dele o culpado porque o visado era eu", afirmou Virgílio

Ele comentou sobre o carro da Prefeitura no local do crime: "Em relação ao carro oficial, a pessoa que estava lá ia servir no outro dia. Ela levava o carro de serviço para sua casa, facilitando a chegada. No caso de uma emergência, a pessoa seria requisitada", disse. "O rapaz foi chamado por uma pessoa que estava na casa. Não fui eu que mandei o carro oficial lá nem fui eu que determinei que o carro oficial ficaria com a pessoa".

Segundo o inquérito de 2019, Elizeu da Paz era o funcionário da prefeitura que dirigia o carro naquela noite. Ele estava acompanhado do lutador de MMA, Mayc Parede, que confessou o assassinato e também foi indiciado no caso.

"Eu era o alvo", voltou a enfatizar Virgílio. "Queriam descobrir algum defeito em mim".

O engenheiro Flávio Rodriguesmorreu após uma festa na casa de Alejandro regada a bebidas alcoólicas e cocaína. O corpo dele foi encontrado próximo a uma estrada de barro, no Bairro Tarumã, com marcas de seis facadas: duas nas pernas, duas no braço e duas no abdômen. O rosto de Flávio tinha muitas marcas de agressão. No local onde o corpo foi achado, não havia sinais de sangue.

Ontem, nas redes sociais, o governador Wilson Lima também disse que Virgílio é "parte do problema", referindo-se à situação da covid-19 no estado. "Desde o começo da pandemia estamos dando o sangue para salvar vidas e ele não fez a parte dele".

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