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Guedes ataca Maia e pedidos de impeachment: 'não sabem perder eleição'

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, em Brasília - Evaristo Sá/AFP/24-05-2019
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, em Brasília Imagem: Evaristo Sá/AFP/24-05-2019

Afonso Ferreira

Do UOL, em São Paulo*

26/01/2021 11h56Atualizada em 26/01/2021 16h39

O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou hoje a tentativas de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e disse que isso é uma "sabotagem" de "um pessoal que não sabe perder a eleição".

Sem citar o nome do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Guedes também criticou quem "se diz democrata", mas "acha que democracia é eleger quatro vezes seguida o presidente da Câmara".

"Tem um pessoal que não sabe perder eleição, se diz democrata, mas não sabe perder a eleição. Acha que a democracia depende de eleger a mesma pessoa quatro vezes para presidente da Câmara. Isso é um descredenciamento da democracia brasileira", afirmou o ministro durante conferência com investidores promovida pelo banco Credit Suisse.

De acordo com Guedes, caso um presidente da Câmara seja eleito quatro vezes seguido, isso abriria um precedente para representantes de outros poderes também pleitearem novas reeleições.

"Isso dá margem para todos os poderes quererem ser eleitos quatro vezes seguidas. Então, o Presidente da República pode ser eleito quatro vezes seguidas, um governador também pode ser eleito quatro vezes seguidas. Isso é um descredenciamento das instituições brasileiras", declarou.

Pedidos de impeachment

Guedes afirmou também que, por causa de disputas políticas, Bolsonaro tem sido alvo de pedidos de impeachment desde que assumiu a presidência, o que tem travado o andamento de pautas econômicas no Congresso.

"Eu acho que isso é uma tentativa de descredenciamento, uma sabotagem à democracia brasileira. O presidente foi eleito com 60 milhões de votos, é um homem popular e todo dia, desde o início que nós chegamos aqui, tem conversa, primeiro é impeachment porque derrubou um passarinho, depois vem impeachment porque deu um tapa na cabeça da ema, depois porque teve um assassinato lá no Maranhão, depois porque morreu um indígena", disse o ministro.

Apesar das críticas, Guedes afirmou que acredita na força da democracia e que essas disputas políticas possam ser superadas.

"Às vezes o Congresso avança, aí o presidente avança também, aí vem o Supremo e avança um pouco, depois tem um choque, aí um recua, isso é normal, é o aperfeiçoamento das instituições democráticas brasileiras", declarou.

Bolsonaro ironiza manifestações pró-impeachment

Na semana passada, partidos de oposição encaminharam à Câmara pedido de impeachment contra Bolsonaro por causa da crise de falta de oxigênio no Amazonas.

No domingo (24), o MBL (Movimento Brasil Livre) e o Vem Pra Rua, que organizaram atos durante o impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016, protestaram contra Bolsonaro. Em São Paulo, segundo os organizadores, cerca de 500 carros participaram da manifestação. A Polícia Militar não fez estimativa.

Outros atos foram realizados em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro, em Belém, Cuiabá, Brasília e Florianópolis. No sábado (23), também houve carreatas e atos de partidos de esquerda contra o presidente.

Ontem, o Bolsonaro ironizou manifestações a favor de seu impeachment que ocorreram pelo país. Ao atender apoiadores na saída do Palácio do Planalto, o presidente disse que viu "uma carreata monstro de dez carros".

(*Com informações do Estadão Conteúdo)

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