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10 meses

Decisão de Fachin torna Lula elegível para se candidatar em 2022

Do UOL, em São Paulo

08/03/2021 16h33Atualizada em 08/03/2021 17h33

Com a decisão dada hoje por Edson Fachin, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), de anular todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) pela Justiça do Paraná, o petista voltou a ser elegível, podendo, caso queira, disputar as eleições de 2022.

Lula estava impedido de concorrer a cargos políticos por esbarrar na Lei da Ficha Limpa, já que estava sob condenação da Justiça. Agora, com a anulação das condenações no âmbito da Lava Jato, o ex-presidente volta a ter a possibilidade de se sair candidato.

Ao conceder o habeas corpus a Lula, Fachin declarou que a 13ª Vara Federal de Curitiba, origem da Lava Jato, não tem competência para julgar os processos do tríplex do Guarujá (SP), do sítio de Atibaia (SP) e do Instituto Lula. Agora, caberá à Justiça Federal do Distrito Federal analisar os três casos.

Em pesquisa de opinião divulgada ontem pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), entre dez possíveis candidatos nas eleições presidenciais de 2022, apenas Lula demonstrou ter chance de derrotar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no pleito.

50% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula se ele se candidatasse, e 44% afirmaram que não o escolheriam de jeito nenhum. Já Bolsonaro apareceu com 12 pontos porcentuais a menos que Lula em potencial de voto (38%), e 12 a mais em rejeição (56%).

Haddad ou Lula?

Em entrevista para a TV 247 no início de fevereiro, Fernando Haddad (PT-SP), que se candidatou ao Planalto em 2018, disse que topava ser o candidato presidencial petista em 2022 — mas apenas se os direitos políticos de Lula continuassem cassados.

Ainda em fevereiro, ao UOL, Haddad disse que o ex-presidente será seu candidato em 2022. Dias depois, também ao UOL, Lula disse que, se for necessário, se colocará como candidato petista ao Planalto "para derrotar o tal bolsonarismo". "Não tenha dúvida nenhuma", concluiu.

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