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Defesa de Lula diz que vitória no STF contra Moro é histórica e revigorante

10.mar.2021 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Vinícius Nunes/Agência F8/Estadão Conteúdo
10.mar.2021 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Imagem: Vinícius Nunes/Agência F8/Estadão Conteúdo

Júlia Schiaffarino

Colaboração UOL Brasília

23/03/2021 20h37Atualizada em 23/03/2021 22h26

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu como "histórico e revigorante" o entendimento da Segunda Turma do STF, por 3 votos a 2, de que o ex-juiz Sergio Moro agiu de forma parcial no caso do tríplex de Guarujá (SP), no qual o petista foi condenado pelo suposto recebimento do imóvel como forma de propina.

Em nota assinada pelos advogados Cristiano Zanin e Valeska Martins, a defesa afirma que a decisão "fortalece o sistema de Justiça e a importância do devido processo legal".

Votaram para declarar Moro suspeito os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia —que mudou o voto que proferido em dezembro de 2018, quando teve início o julgamento. Já os ministros Edson Fachin e Kassio Nunes Marques votaram contra a declaração de suspeição de Moro.

No julgamento de hoje os ministros restringiram a análise à atuação de Moro no caso do tríplex — sem discutir o caso do sítio de Atibaia (SP), no qual Lula foi condenado em Curitiba.

Por meio de nota, a defesa de Lula disse que "Moro jamais atuou como juiz, mas sim como um adversário pessoal e político do ex-presidente".

Eles também lembraram as interceptações telefônicas às quais o escritório foi alvo e que antecederam a condução coercitiva de Lula. Esses fatos haviam sido elencados pelo ministro Gilmar Mendes e pela ministra Cármen Lúcia para considerar a parcialidade do ex-juiz.

"Para percorrer essa trajetória na defesa técnica do ex-presidente Lula sofremos toda sorte de ilegalidades praticadas pela Lava Jato, algumas delas indicadas na própria decisão que reconheceu a suspeição do ex-juiz, como o monitoramento ilegal dos nossos ramais para que os membros da "operação" pudessem acompanhar em tempo real a estratégia de defesa", diz a defesa.

O Ministério Público do Paraná foi procurado pela reportagem, mas afirmou que não vai se pronunciar. Moro não foi localizado para comentar a decisão do STF.

Os danos causados a Lula são irreparáveis, envolveram uma prisão ilegal de 580 dias, e tiveram repercussão relevante inclusive no processo democrático do país"
Nota da defesa de Lula

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