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Parcialidade da Lava Jato não merece perdão da história, diz Lira

4.fev.2021 - O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) - Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo
4.fev.2021 - O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) Imagem: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

23/03/2021 19h27Atualizada em 23/03/2021 20h26

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) afirmou hoje que a "parcialidade da Lava Jato" não merece o perdão da história. Hoje, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que o ex-juiz federal Sergio Moro foi parcial ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do tríplex do Guarujá.

Ainda segundo Lira, a Lava Jato nunca poderá ser contestada pela coragem em enfrentar os poderosos, os grandes interesses e a corrupção sistêmica, mas "descambou em certos momentos".

A votação dos ministros do STF Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia movimentou opiniões entre políticos do Brasil. Para Guilherme Boulos (PSOL), hoje foi "o fim de linha para Moro".

Já o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) criticou a decisão do STF. "Como o ministro Fux já havia dito em entrevista à IstoÉ: STF vai ter de contratar contador para ressarcir corruptos e corruptores. Preparem seus bolsos", declarou no Twitter.

A retomada do julgamento hoje foi marcada pelo voto do ministro Nunes Marques a favor de Moro, enquanto Cármen Lúcia, que havia votado contra a suspeição em 2018, alterou o posicionamento, votando a favor da suspeição do ex-juiz federal no processo que condenou Lula. Dos cinco membros da Segunda Turma, votaram pela suspeição do ex-juiz federal Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, e contra o relator Edson Fachin e Nunes Marques.

A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), comemorou o resultado e afirmou que, agora, o STF fez "mais do que garantir a Lula os direitos roubados pela Lava Jato". "Começou hoje o caminho para recuperar a credibilidade do Judiciário brasileiro. Vitória da Justiça, do direito e da esperança", escreveu.

Mais cedo, o PT criticou o voto de Nunes Marques, afirmando que o ministro tem ignorado "provas da parcialidade e da incompetência de Moro" em voto contra o reconhecimento da suspeição do ex-juiz federal Sergio Moro.

O deputado federal e ex-presidente do PT, Rui Falcão, considera que o voto de Nunes Marques "compromete diretamente o Judiciário com o desregramento moral defendido pela da Lava Jato". Já o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou que Nunes "se acovardou" e deu um voto "vergonhoso". Para o petista, o argumento de que "conversas hackeadas não podem ser usadas como provas" não é suficiente.

Para o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) afirmou que falar em suspeição é pouco, porque segundo ele, Moro se comportou "como um serial killer constitucional". Por isso, o ex-juiz teria que responder pelas supostas ilegalidades praticadas.

Já a deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) considerou o voto de Nunes Marques "extremamente técnico e bem embasado".

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