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Barroso: 'Avançamos no combate à corrupção, mas retrocedemos algumas casas'

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Ana Paula Bimbati, Andréia Martins e Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

07/04/2021 13h15Atualizada em 09/04/2021 13h02

Luís Roberto Barroso, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), avalia que o Brasil "avançou dez casas no combate a corrupção, mas voltou quatro casas, talvez cinco", afirmou durante o UOL Entrevista, conduzido pela colunista Carolina Brígido.

"Acho que tivemos muitos avanços, e colocaria nesses avanços as decisões do próprio Supremo no mensalão e depois decisões e a condução da Operação Lava Jato. Acho que nos últimos tempos tivemos retrocessos importantes, infelizmente, e respeitando, sobretudo, no que diz respeito às decisões do Supremo a posições dos meus colegas que pensam diferente de mim. Acho que havíamos avançado dez casas no combate a corrupção, mas voltamos quatro casas, talvez cinco", afirmou o ministro.

Barroso afirmou que o Brasil, embora "polarizado, tem um consenso, de empurrar a corrupção para baixo do tapete". Apesar dos retrocessos citados por ele, o magistrado acha que "temos hoje uma sociedade que deixou de aceitar o inaceitável".

"Acho que hoje no Brasil, embora não tenha sido canalizada da forma ideal, existe uma imensa demanda por integridade, patriotismo, idealismo, e acho que essa é a energia que muda paradigmas e empurra a história. Do ponto de vista institucional, demos alguns passos para trás, mas na minha vida hoje em dia boto mais fé na sociedade civil e na sua atuação", completou.

Para ele, "não há como o Brasil se tornar desenvolvido com os padrões de ética pública e privada que nós praticamos aqui com a naturalização das coisas erradas".

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