PUBLICIDADE
Topo

Aziz planeja convocar direção da Pfizer para depor na CPI após Anvisa

Omar Aziz disse que investigar oferta de vacinas da Pfizer é uma das prioridades da CPI da Covid - Reprodução/TV Cultura
Omar Aziz disse que investigar oferta de vacinas da Pfizer é uma das prioridades da CPI da Covid Imagem: Reprodução/TV Cultura

Do UOL, em São Paulo

03/05/2021 23h57

Após o ministro e os ex-ministros da Saúde e o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), executivos da Pfizer serão os próximos a ser convocados a depor na CPI da Covid. É o que diz o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, o senador Omar Aziz (PSD-AM).

Aziz explicou em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que investigar a questão do acordo de compra de vacinas da Pfizer é uma das prioridades da CPI. A vacina, cujo primeiro lote, de 1 milhão de doses, chegou ao Brasil há poucos dias, já havia sido oferecida ao governo federal no meio de 2020.

A empresa comunicou em janeiro deste ano que já havia encaminhado três propostas ao governo brasileiro para a aquisição de 70 milhões de doses. A primeira delas teria sido enviada em 15 de agosto de 2020, cinco meses antes de quando a vacinação iniciou de fato no Brasil. Segundo a proposta, as primeiras doses poderiam ter sido entregues em dezembro do ano passado.

"Em relação a compra da vacina, um dos principais casos que queremos investigar imediatamente é a Pfizer. Por isso que os próximos convidados, convocados ou para testemunhas, com certeza serão os fabricantes, representantes da Pfizer, o CEO da Pfizer no Brasil", afirmou Aziz.

Omar Aziz expressou o desejo de ouvir os representantes da farmacêutica, mas não explicou se isso já foi acordado entre os membros da comissão como uma prioridade. Ele também não deu uma previsão de datas para que estes depoimentos ocorram.

A CPI da Covid ouvirá nesta terça os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Na quarta-feira (5) será a vez de Eduardo Pazuello. Ainda nesta semana, na quinta (6), o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga será ouvido. Neste mesmo dia, o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, prestará depoimento.

Criada no Senado após determinação do Supremo, a comissão formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição) investigará ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.