PUBLICIDADE
Topo

Omar Aziz critica Guedes: 'Puxa-saco americano que não consegue vacina'

Omar Aziz foi o convidado de hoje do programa Roda Viva, da TV Cultura - Jefferson Rudy/Agência Senado
Omar Aziz foi o convidado de hoje do programa Roda Viva, da TV Cultura Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

03/05/2021 22h30Atualizada em 04/05/2021 09h33

O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid voltou a criticar o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele comentou as falas de Guedes que vieram a público na semana passada em que o ministro fala que a China criou o coronavírus e fez uma vacina menos eficaz que a americana. O senador se referiu a Guedes novamente como "ministro pitaqueiro".

"Ele deveria cuidar da economia, que já não está bem", afirmou. Aziz confirmou que Paulo Guedes pode ser convocado a depor na CPI.

"Um grande puxa-saco americano que não consegue uma vacina para o Brasil lá. Estudou lá, era amigo do Trump, não sei de quem, mas até hoje não conseguiu vacina. E ataca o maior fornecedor de insumos para produzir a CoronaVac, que está vacinando e evitando a morte de brasileiros", atacou.

"Sabe aquele desinformado que quer mostrar que entende de tudo, que entende de produzir parafuso a foguete para ir para a lua? É o ministro Paulo Guedes nessa conversa", completou.

"Falar de impeachment é irresponsabilidade"

Aziz afirmou hoje que seria uma "irresponsabilidade política" falar em impeachment do presidente Jair Bolsonaro neste momento. Para ele, é precipitado tratar de punições decorrentes de descobertas feitas pela comissão.

"Em relação a conclusões, é muito precipitado uma investigação que nem começou ainda a gente falar em punições, muito menos falar em impeachment. Isso seria uma irresponsabilidade política, social com o Brasil", disse Aziz ao responder sobre possíveis desdobramentos da CPI da Covid. Omar Aziz foi o entrevistado de hoje do programa Roda Viva, da TV Cultura.

Quando foi perguntado sobre os possíveis resultados da CPI, o senador respondeu que não é "adivinho". Ele, porém, garantiu que as investigações feitas pela comissão do Senado "não vão dar em pizza".

Aziz repetiu o que havia dito hoje mais cedo de que acredita que houve uma "mudança de comportamento" do governo federal desde que a instalação da CPI foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. "Veja bem, você sai da soberba, depois da CPI, para humildade", disse, citando como exemplo o pedido feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, à OMS (Organização Mundial de Saúde) para que o Brasil receba mais vacinas.

"Vejo na prática o que está acontecendo. Até um mês atrás não se falava nisso. É realidade ou não que o Brasil há um ano impunha condições para comprar vacina e agora está pedindo?", detalhou. "Independentemente da CPI ou não, nós queremos a vacina", concluiu.

Defensores de cloroquina podem ser convocados

Outro assunto que o senador voltou a abordar na entrevista desta noite foi a convocação de médicos que defendem o uso da cloroquina, medicamento ineficaz contra a covid-19. Ele deixou claro que não acredita no uso do medicamento, mas afirmou que se um senador fizer o requerimento de ouvir um defensor da cloroquina, isso será levado adiante.

"Agora nesse primeiro momento estamos seguindo uma cronologia de investigação, e certamente é lógico que serão chamados especialistas nessas áreas, tanto que defendem como que não defendem", disse.

"A gente vai votar essa convocação, sim, iremos colocar e ouvir todas as partes. Importante esclarecer qualquer dúvida para que a gente chegue a uma conclusão para melhorar a situação que estamos vivendo nesse momento", reforçou.

Criada no Senado após determinação do Supremo, a comissão formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição) investigará ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.