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Paes diz que não será candidato em 2022 e cogita apoiar presidente da OAB

Eduardo Paes disse ter obrigação de se posicionar sobre as eleições - Reprodução/Youtube
Eduardo Paes disse ter obrigação de se posicionar sobre as eleições Imagem: Reprodução/Youtube

Colaboração para o UOL

12/05/2021 08h31

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, está se planejando para as eleições de 2022. No entanto, o político, que está em transição do DEM para o PSD, afirmou que não será candidato ao governo do estado no próximo ano, mas tem dever de se posicionar.

Em entrevista para o jornal O Globo, o prefeito disse não ter "hipótese" de concorrer. "Vou me posicionar no processo eleitoral, tenho essa obrigação, mas não quero a essa altura", falou. Com a ausência do nome de Paes na disputa, é possível que ele apoie alguém de seu novo partido, o PSD.

Apesar disso, o político contou que acredita no potencial de Felipe Santa Cruz, atual presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). "No momento adequado a gente pode construir uma candidatura, é um nome colocado. Não quer dizer que será ele o candidato. Mas ter um quadro como o Felipe me acompanhando é uma forma de contribuir com o processo eleitoral no Rio", explicou.

Paes cogitou também dar aprovação a Marcelo Freixo (PSOL), porque o deputado federal apoiou o prefeito nos últimos anos e se tornou mais "flexível" na política. "Não tem veto a ninguém. O que veto é a expressão 'frente contra'. Não participarei de frente contra Bolsonaro, vou participar de frente a favor do Rio", disse.

Questionado sobre a possibilidade de Luiz Henrique Mandetta (DEM) concorrer no Rio de Janeiro, Paes respondeu: "Já sei em quem não vou votar". No entanto, o prefeito não descarta realizar outras alianças improváveis, como com o ex-presidente Lula (PT), e afirmou ser uma das vantagens de estar em um partido mais amplo.

Porém não há nada definido, já que Paes disse que Gilberto Kassab, presidente do PSD e ex-prefeito de São Paulo, tem vontade de lançar uma candidatura própria. "Isto não me impede de conversar com ninguém. Ao contrário do que alguns esperavam, Lula fez um discurso zero radical ao retomar a elegibilidade, foi inteligente", opinou.

Sobre os desentendimentos com o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), o prefeito falou ter uma relação boa com a família do presidente. "Carlos é vereador, um dia votou contra (reforma da Previdência municipal), e eu registrei esse voto nas minhas redes. Citei o pai dele no comentário porque foi o presidente que pediu para os municípios também fazerem a reforma, achei estranho o voto dele", comentou.

Paes aproveitou a entrevista para explicar a mudança de partido - o PSD é o sétimo de sua carreira. "Sair do DEM não é algo que eu tenha feito feliz, mas o fato, e sem fazer juízo de valor do conflito, é que não poderia deixar de ser solidário ao Rodrigo (Maia)", disse.

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