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1 mês

Josias: 'Bolsonaro é o candidato favorito a fazer de Lula presidente em 22'

13/05/2021 08h28Atualizada em 13/05/2021 10h34

O colunista de política do UOL Josias de Souza disse hoje que o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) está em seu pior momento e que "o capitão" é o candidato favorito para fazer de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o presidente da República em 2022. A declaração, no UOL News, segue divulgação da pesquisa Datafolha, que mostra o petista liderando a corrida eleitoral.

Segundo o instituto, Lula alcança 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Bolsonaro. Num eventual segundo turno contra Bolsonaro, Lula levaria ampla vantagem, com uma margem de 55% a 32%.

Outro dado mostra que 54% dos entrevistados dizem que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum.

"O Datafolha mostra Bolsonaro em seu pior momento tanto no governo quanto no cenário eleitoral. O coronavírus cobra a conta do negacionismo", afirmou ele. "Lula entra na disputa muito bem posto com vantagem folgada".

Bolsonaro é um candidato sem futuro e Lula é a alternativa com um enorme passado. A gestão Bolsonaro transformou o capitão no candidato favorito a fazer de Lula o presidente da República pela terceira vez".
Josias de Souza, colunista do UOL

Ainda segundo ele, mais do que escancarar a polarização entre Lula e Bolsonaro, a pesquisa Datafolha mensura o desafio dos adversários para construir uma "terceira via pelo centro". "Ainda não chegou ninguém capaz de informar como é que se chega a esse centro".

"Abaixo dos dois tem um bololo de alternativas indistinguíveis a olho nu. Alguns personagens, embora estejam com as candidaturas juradas de morte, percorrem a conjuntura política imaginando que estão cheios de vida".

Sergio Moro é o candidato mais próximo de Lula e Bolsonaro, com 7% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Ciro Gomes (6%) e Luciano Hulk (4%). "João Doria com vacina e tudo aparece com 3% e só não está na lanterninha porque abaixo dele temos, empatados com 2%, Henrique Mandetta e João Amoêdo".

"Unido o centro pode desafiar essa polarização, separados os candidatos chegam a 2022 cantando com que roupa irão a um samba em que a polarização convida o eleitor a optar entre Bolsonaro, um candidato sem futuro e Lula, uma alternativa com enorme passado", afirmou Josias.

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