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Ele não é diplomata, é Ernesto 'minion', diz Kátia Abreu sobre Araújo

Katia Abreu e Ernesto Araújo ficaram cara a cara na CPI da Covid  - Edilson Rodrigues/Agência Senado
Katia Abreu e Ernesto Araújo ficaram cara a cara na CPI da Covid Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Colaboração para o UOL, em São Paulo*

18/05/2021 18h18Atualizada em 18/05/2021 18h54

A senadora Kátia Abreu (PP-TO), que criticou a atuação do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo no comando da pasta hoje durante a CPI da Covid, disse que o ex-chanceler brasileiro "mudou de profissão" e agora é um Ernesto "Minion". Em entrevista à CNN Brasil, a senadora voltou a criticar as ações de Araújo como ministro.

"Acho que o ex-ministro, Ernesto, acho que até mudou de profissão, ele não é um diplomata. Ele é um Ernesto "Minion", porque ele não se comportou e nao se comporta com um verdadeiro diplomata da escola Rio Branco brasileira", disse a senadora na tarde de hoje.

Kátia Abreu afirmou que o ex-ministro mentiu durante as respostas que deu à Comissão que investiga possíveis omissões do governo no combate à pandemia da covid-19.

"Um ponto que eu era acho que o Brasil inteiro consegue constatar que ele esta mentindo é quando ele diz que em momento nenhum ele atacou a China, que em momento algum ele praticou a antidiplomacia em relação aos chineses", ela argumentou, acrescentando que o Brasil inteiro está "se sentindo envergonhado" com a diplomacia de Araújo.

Durante a sessão da CPI da Covid, Kátia Abreu, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, usou seu tempo de perguntas ao ex-chanceler Ernesto Araújo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid para fazer críticas à atuação do ex-ministro à frente do Itamaraty. Segundo a senadora, o Brasil tem registrado índices positivos, entre eles a balança comercial, que tem aumentado, "a despeito" do trabalho realizado por Araújo.

Kátia Abreu também acusou Araújo de "ter uma memória seletiva, senão leviana" durante o depoimento à comissão. "O senhor Ernesto Araújo não se lembra de nada do que importa, mas se lembra de questões mínimas e supérfluas e até mesmo não verdadeiras", disse Kátia ao ex-ministro.

Com informações da Agência Estado.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.