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Conteúdo publicado há
8 meses

'Sofri muito em Manaus', diz Pazuello à CPI da Covid

Rayanne Albuquerque, Luciana do Amaral e Hanrrikson de Andrade*

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

20/05/2021 13h05Atualizada em 20/05/2021 14h06

Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, declarou hoje que "sofreu muito" por Manaus. As declarações foram feitas durante o segundo dia de depoimentos à CPI da Covid no Senado. O general do Exército chegou a citar que sua família vive na capital do Amazonas e que seria "doentio" não ter desejos em ajudar a região diante da maior crise sanitária enfrentada pelo avanço da pandemia no início do ano.

Eu sofri muito em Manaus, quero dizer para os senhores todos que eu vim de Manaus, perdi parentes e amigos em Manaus, Seria um absurdo dizer que isso não me afetou e não me afeta. Claro que existem limites do que a gente consegue fazer
Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde

Pazuello também declarou que pessoas da sua equipe no Mistério da Saúde foram adoecendo e que isso era algo "muito dolorido" para ele. O ex-ministro voltou a dizer que diariamente está em contato com o estado pelo fato de sua família morar no Amazonas e que ele perdeu amigos e familiares que se infectaram com a covid-19.

Preciso que os senhores olhem para o ser humano e para a pessoa séria que está sendo colocada. Cada vez que parece que eu não tenho qualquer sentimento por Manaus e por pessoas que morreram, pelo amor de deus. Tudo aquilo que eu soube, tudo aquilo que me foi apresentado imediatamente foi decidido e executado. Eu não poderia deixar de fazer isso, isso é muito sério. Eu olho para Manaus todos os dias
Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde

Ao ser questionado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA) se estaria tranquilo e com o sentimento de "missão cumprida", como havia citado ontem, Pazuello disse: "Alma tranquila, jamais".

* Colaborou Ana Carla Bermúdez

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.