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Josias: 'Bolsonaro não tem nada aproveitável para dizer'

Do UOL, em São Paulo

31/05/2021 13h19Atualizada em 31/05/2021 13h53

O colunista do UOL Josias de Souza afirmou hoje que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não tem nada "aproveitável" a dizer após ele minimizar as manifestações contra o governo federal no fim de semana.

"[O brasileiro] tem que ouvir o presidente várias vezes e chega a conclusão de que ele não tem nada aproveitável para dizer. Na primeira aparição pública de Bolsonaro depois das manifestações de sábado, tudo o que o presidente tem a dizer é uma avaliação equivocada sobre a dimensão do movimento e uma insinuação de que quem se opõe ao governo é maconheiro", disse Josias ao UOL News.

Em conversa com apoiadores na frente do Palácio da Alvorada, o presidente Bolsonaro disse que o movimento de sábado, que aconteceu em 22 cidades e no Distrito Federal, reuniu "pouca gente" por falta de maconha.

"Sabe por que teve pouca gente nessa manifestação da esquerda neste fim de semana? Porque a PF (Polícia Federal) e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) estão apreendendo muita maconha pelo Brasil. Faltou erva para o movimento", disse arrancando risos de apoiadores.

Josias também criticou a fala de Bolsonaro contra governadores. "Para não perder o hábito de botar a culpa em alguém, ele [Bolsonaro] reiterou o lero lero que atribui o problema do desemprego aos governadores. Antes da chegada do vírus, Bolsonaro não conseguiu fazer nada para melhorar o emprego", afirmou. "Agora, o problema se agrava por conta do vírus, não por medidas sanitárias ou por governadores malvados que trancam as pessoas em casa e fecham o comércio".

Bolsonaro é um presidente sem filtro, não tem porta-voz. Ele quer transmitir suas bobagens de forma direta e sem intermediação."
Josias de Souza, colunista do UOL

Para Josias, Bolsonaro "ainda não percebeu que seu comportamento tem se voltado contra ele". "País precisa de empregos, vacinas e sanidade. 'Tá' faltando tudo isso e o presidente tem grande responsabilidade sobre a escassez que estamos vivendo".