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Ministro da Saúde diz que preocupação com compra da Covaxin é 'zero'

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, diz que não está preocupado com suposto esquema de corrupção na compra da Covaxin - Adriano Machado/Reuters
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, diz que não está preocupado com suposto esquema de corrupção na compra da Covaxin Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

24/06/2021 12h00Atualizada em 24/06/2021 12h16

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse hoje não estar preocupado com a compra da vacina Covaxin e um suposto esquema de corrupção envolvendo a aquisição do imunizante. A denúncia foi apresentada pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), que diz ter alertado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o acordo.

"Preocupação do Ministério da Saúde com esse assunto Covaxin é zero, estamos trabalhando para antecipar doses que tem registro definitivo e emergencial na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)", disse Queiroga hoje em entrevista à GloboNews.

Ele ainda ressaltou que não foi pago um centavo pela vacina Covaxin "e nem vai ser". "Essa questão está no jurídico, não está prejudicando [a campanha de vacinação no Brasil]".

Miranda diz que se encontrou com Bolsonaro em 20 de março para levar a denúncia sobre o caso —um mês após o governo assinar o contrato para aquisição da vacina. De acordo com o parlamentar, ele apresentou documentos que apontavam irregularidades.

Segundo reportagem publicada na terça (22), documentos do Ministério das Relações Exteriores mostram que o governo comprou a Covaxin por um preço 1.000% maior do que, seis meses antes, era anunciado pela própria fabricante.

Um telegrama sigiloso da embaixada brasileira em Nova Déli de agosto do ano passado, ao qual o jornal teve acesso, informava que o imunizante produzido pela Bharat Biotech tinha preço estimado em 100 rúpias (US$ 1,34 a dose).

No mês de fevereiro deste ano, porém, o Ministério da Saúde pagou US$ 15 por unidade (R$ 80,70, na cotação da época) —a mais cara das seis vacinas adquiridas até agora. A compra foi intermediada pela Precisa Medicamentos, cujo sócio-administrador é próximo do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR).

Após repercussão do caso, o presidente Bolsonaro determinou à Polícia Federal que investigue as declarações do deputado Luis Miranda quanto à compra da vacina Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, mas não pediu apuração do suposto esquema de corrupção.

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