PUBLICIDADE
Topo

Política

Aziz pede a Damares proteção para servidor que relatou pressão por Covaxin

Gabriel Toueg

Colaboração para o UOL, em São Paulo

26/06/2021 00h40Atualizada em 26/06/2021 00h47

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM) encaminhou hoje à ministra Damares Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos) ofício em que pede a inclusão "imediata" do servidor da Saúde Luis Ricardo Miranda no programa de proteção a testemunhas. Miranda é chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério e depôs hoje à comissão no Senado.

No ofício, Aziz afirma que o depoente "trouxe à baila informações sensíveis e relevantes a respeito de irregularidades ligadas ao processo de aquisição de vacinas do laboratório indiano Bharat Biotech, à empresa Precisa Medicamentos e diversos agentes públicos". Segundo o presidente da CPI, "evidentemente as afirmações [...] o expõem a sérios riscos à sua integridade física e à de sua família".

É fundamental que se preserve a integridade física [do depoente]"
Omar Aziz, senador, em ofício encaminhado a Damares

O servidor e o irmão dele, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) relataram nos últimos dias e hoje à CPI que vêm sofrendo ameaças. Nesta sexta (25, o parlamentar afirmou que o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), foi o nome citado por Jair Bolsonaro quando ele relatou ao presidente supostas irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin.

Miranda chegou a dizer 12 vezes que "não se lembrava" do nome do deputado, e só ao final do depoimento disse se tratar de Barros, que nega qualquer ilegalidade.

A cúpula da CPI disse, após o encerramento da sessão, ver indícios de "graves crimes" cometidos no processo de negociação do imunizante. No ofício encaminhado ao ministério de Damares, Aziz diz que as denúncias dos irmãos "fazem referência a negociações de elevada envergadura econômica e a pessoas com notável poder político".

O documento, dirigido à Coordenação Geral de Proteção a Testemunha da pasta de Damares, é assinado pelo presidente da CPI e pelo servidor do Ministério da Saúde, na qualidade de "interveniente-anuente".

Política