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Quem cala consente, diz Randolfe após Wizard ficar em silêncio na CPI

Carlos Wizard decidiu ficar em silêncio diante das perguntas dos senadores na CPI da Covid - Pedro França/Agência Senado
Carlos Wizard decidiu ficar em silêncio diante das perguntas dos senadores na CPI da Covid Imagem: Pedro França/Agência Senado

Colaboração para o UOL

30/06/2021 12h54Atualizada em 30/06/2021 14h30

O vice-presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), usou as redes sociais para comentar a decisão do empresário Carlos Wizard, que tem escolhido ficar calado durante a sessão da comissão. Sem citar o nome do depoente, Randolfe escreveu que "quem cala diante de meio milhão de mortes consente".

Em outra publicação, Randolfe citou uma passagem da Bíblia e afirmou que o depoente "está do outro lado da profecia, e sabe disso". Disse, ainda, que "seu silêncio fala por si".

No início da sessão, antes de começarem as perguntas dos senadores, o empresário citou várias passagens bíblicas. Além disso, negou participado ou ter qualquer conhecimento da existência do chamado "gabinete paralelo" no ministério da Saúde - grupo que teria feito o aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia.

Wizard relatou ainda como conheceu o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Justificou também que foi convidado a colaborar na pasta para "salvar vidas" e que, motivado pela fé e pelo compromisso social, teria aceitado desde que a sua atuação fosse voluntária e sem fins de lucratividade.

O empresário justificou a sua falta ao depoimento, inicialmente marcado para 17 de junho. Afirmou que, desde março, estava nos Estados Unidos visitando o pai, que está acamado, e que depois, fez companhia à filha grávida.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.