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5 meses

Políticos manifestam apoio a protestos que pedem impeachment de Bolsonaro

O deputado Marcelo Freixo (PSB) participa do protesto no Rio - Daniela Dutra/UOL
O deputado Marcelo Freixo (PSB) participa do protesto no Rio Imagem: Daniela Dutra/UOL

Flávio Ismerim, Gabriela Sá Pessoa, Daniele Dutra e Leonardo Martins

Do UOL, em São Paulo, e Colaboração para o UOL, no Rio

03/07/2021 13h22Atualizada em 03/07/2021 17h53

Manifestantes tomaram as ruas de várias cidades nesse domingo para protestar contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e tiveram seus pedidos de impeachment endossados por dezenas de políticos.

Nomes como Guilherme Boulos (PSOL), o prefeito de Belém Edmilson Rodrigues (PSOL), o senador Humberto Costa (PT-PE), os deputados federais Vivi Reis (PSOL-PA), Natália Bonavides (PT-RN), Jandira Feghali (PSOL-RJ), Marcelo Freixo (PSB-RJ), Renata Silveira (PSOL-RJ), Benedita da Silva (PT-RJ) compareceram aos atos pelo país.

Manifestações pedem impeachment de Bolsonaro

Hoje a rua está cheia, todos de máscara, lutando pela democracia. Vim com a blusa do Brasil porque essas cores representam alegria e união do povo. Essas cores não podem e nunca vão representar a divisão do país que esse governo genocida está fazendo.
Afirmou Freixo.

Presente do ato de São Paulo, o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP) repetiu a presença nas manifestações contrárias ao presidente e comemorou a adesão de partidos de centro-direita.

"Se nós restringirmos a luta contra Bolsonaro aos partidos de esquerda, nós já sabemos antecipadamente qual será o resultado, basta ver o Congresso Nacional brasileiro, a Câmara dos Deputados, que é o lugar que o impeachment vai ser votado" afirmou.

Eu acredito que o nosso desafio é cada vez mais transformar esses atos em atos em defesa da vida em defesa da democracia, em defesa do emprego e distanciar esses atos cada vez mais da disputa eleitoral. Quanto mais esses eventos se confundirem com a disputa de 2022, menor a nossa chance de ter sucesso.

Guilherme Boulos lembrou que os apoiadores de Bolsonaro costumavam ocupar a Avenida Paulista em protestos contra a corrupção.

Não faz tanto tempo atrás os bolsonaristas tomaram essa avenida dizendo q era pra acabar com a corrupção. Agora a gente viu essa turma rouba do dinheiro de vacina no meio de uma pandemia. E agora como fica? O único argumento que eles tentavam se apegar pra defender o indefensável, governo do ódio, genocida. Logo ele, que foi chamar nossas manifestações outro dia de vagabundos.

"Nós vamos dizer pra ele quem é vagabundo: vagabundo é quem rouba dinheiro de vacina. Vagabundo é presidente que não governa e só fica passeando de moto por aí. São vagabundos e covardes que gritam, atacam a rede social, mas ficam caladinhos na CPI. Covarde de xingar jornalista mulher, de jogar bomba em cima de indígenas em Brasília", disparou Boulos.

O ex-candidato à prefeitura de São Paulo pressiou o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, a abrir os pedidos de impeachment que foram protocolados.

Aqui em SP e no Brasil todo vamos exigir do seu Arthur lira que use sua caneta e abra o impeachment de Jair Bolsonaro. A vida de milhões de brasileiros vale muito mais que emendas parlamentares. Lira, o recado tá dado. Bolsonaro, o recado tá dado. E não vamos sair das ruas até tirar ele de lá.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, comemorou o fato do PSDB, rival histórico dos petistas, estar participando da manifestação que pede o impeachment de Bolsonaro.

Isso significa que o movimento para tirar Bolsonaro está crescendo. Nós sempre estivemos nessa caminhada e é muito bom ver os que não estiveram se juntarem agora. Precisamos de todos que querem a democracia e tirar o país dessa crise.
Disse a deputada federal pelo Paraná.

Ela também destacou o superpedido de impeachment protocolado na Câmara nesta semana na Câmara.

"Agora, precisamos com esses crimes de responsabilidade, chamar a responsabilidade da Câmara para que Arthur Lira abra esse processo de impeachment é isso só vai ser possível com mobilização social crescente. Por isso essas manifestações de hoje são importantes", afirmou a deputada federal. "Temos que crescer o movimento, temos que estar nas ruas."

Carlos Eduardo Batista Fernandes, presidente diretório municipal do Cidadania, diz que a presença da militância na manifestação deste sábado pretende dar um caráter suprapartidário aos atos contrários a Bolsonaro. A militância do partido se reunia ao lado do PSDB, perto da Consolação.

Filiados ao PSDB também compareceram ao ato. Fernando Alfredo, presidente do diretório municipal do partido na capital, estima que cerca de 300 tucanos já estão na Paulista e espera reunir até mil filiados da capital no protesto.

Nós viemos para cá para pedir o impeachment do Bolsonaro. O PSDB de São Paulo se posicionou contra esse governo, desde o segundo mês de governo o diretório municipal se posicionou como oposição, enviamos carta à nossa bancada federal. Desde então fazemos oposição aqui.
Afirmou Alfredo.

Presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros defendeu unidade na oposição a Bolsonaro.

Somos um partido de esquerda, socialista e libertário. Nós não vamos abaixar nenhuma das nossas bandeiras. Mas neste momento toda a nossa energia vai ser concentrada na unidade com todos aqueles que querem derrotar o genocida.

Medeiros criticou o presidente da Câmara, Arthur Lira que "em vez de abrir processo de impeachment retira direitos dos indígenas" e prefeitos e governadores "inclusive de São Paulo" que flexibilizaram as medidas de distanciamento recomendadas para o combate à pandemia.

O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) usou sua conta oficial do Twitter para dizer que o impeachment do presidente Bolsonaro é urgente.

Humberto Costa, que é titular da CPI da Covid — que investiga a condução das políticas da pandemia no Brasil —, afirmou que "o povo não aguenta mais" o Governo Bolsonaro.

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) também usou as redes sociais para dizer que pretende votar a favor do impeachment de Bolsonaro.

Natália Bonavides compareceu ao protesto em Mossoró (RN) e avisou que irá ao de Natal também.

A deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP) destacou a importância de protestar contra Bolsonaro nas ruas.

Lindbergh Farias posou com o cantor Tico Santa Cruz, do Detonautas, no protesto.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou que haverá protestos em mais cidades do que a quantidade de motocicletas registradas na motociata em apoio a Bolsonaro.

O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou o que o lema do Governo Bolsonaro é "dinheiro acima de tudo".

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.