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Consórcio de prefeitos nega contato com intermediários que negociam vacinas

Os intermediadores que ofereciam vacinas davam prazos de entregas considerados fora da realidade - iStock
Os intermediadores que ofereciam vacinas davam prazos de entregas considerados fora da realidade Imagem: iStock

Do UOL, em São Paulo

21/07/2021 11h37Atualizada em 21/07/2021 11h55

O prefeito de Florianópolis Gean Loureiro (DEM), que também atua como presidente do Conectar (Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras), afirmou na manhã de hoje que cerca de 20 intermediadores que tentavam revender vacinas contra a covid-19 procuraram o consórcio.

Nenhuma negociação foi fechada por não atender aos critérios de confiabilidade, como a identificação oficial ou cartas de embaixadas que comprovassem que os intermediadores eram, de fato, representante das farmacêuticas.

Desses 20 contatos nenhum acabou se concretizando qualquer diálogo ou conversa com eles porque não apresentavam as características, que são a identificação do laboratório como representante oficial no Brasil, uma carta da embaixada do país apontando que aquele é o representante do laboratório
Gean Loureiro (DEM), prefeito de Florianópolis e presidente do Conectar

De acordo com o prefeito, as propostas chegavam ao consórcio aparentando ser leilões. Além disso, os intermediadores que ofereciam vacinas davam prazos de entregas considerados fora da realidade. As declarações foram ditas durante uma entrevista à CNN Brasil.

Muitos prefeitos receberam mensagem do WhatsApp, oferecimento de vacinas para serem entregues em 15 dias, uma série de facilidades que a gente sabe que não existe no mercado. Nós evitamos que tivesse esse leilão de intermediadores que, na prática, não tinha nenhum tipo de representação oficial no Brasil
Gean Loureiro (DEM), prefeito de Florianópolis e presidente do Conectar

Loureiro disse ainda que a orientação geral aos 2600 municípios reunidos no consórcio era evitar as intermediações e realizar contato prévio com as embaixadas e laboratórios para evitar negociações ilegais.

O papel do consórcio é acelerar o Programa Nacional de Imunização. Nós buscamos fazer negociações de compra, mas estabelecemos uma série de critérios. No caso da vacina Sputnik V, da Rússia, foi definido que o único contato possível seria com o Fundo Soberado Russo. Como não teve aprovação da Anvisa na época, acabamos nem avançando, nem fechando o contrato
Gean Loureiro (DEM), prefeito de Florianópolis e presidente do Conectar

Intermediários no alvo da CPI

Os revendedores de vacinas passaram a ser alvo de investigações da CPI da Covid no Senado após depoentes revelarem possíveis esquemas de propina envolvendo a negociação do imunizante indiano Covaxin. As negociações estavam sendo agenciadas por intermediários e funcionários do Ministério da Saúde.

A suposta intermediária desse caso é a empresa Precisa Medicamentos, que teve funcionários ouvidos pelo colegiado da Comissão Parlamentar de Inquérito.

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