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Humberto Costa pede investigação sobre vacinação secreta de agentes da Abin

O senador Humberto Costa (PT) fez o pedido para diversos órgãos solicitando a investigação do caso - Kleyton Amorim/UOL
O senador Humberto Costa (PT) fez o pedido para diversos órgãos solicitando a investigação do caso Imagem: Kleyton Amorim/UOL

Do UOL, em São Paulo

21/07/2021 17h42Atualizada em 21/07/2021 21h17

O senador Humberto Costa (PT), membro da CPI da Covid, pediu que seja investigada a denúncia de vacinação secreta de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) pelo Exército fora do PNI (Programa Nacional de Imunização). O parlamentar comunicou o TCU (Tribunal de Contas da União), o MPF (Ministério Público Federal) e a DPU (Defensoria Pública da União) para que apurem o caso.

Em nota divulgada no site do parlamentar, o petista afirmou que o ato é uma "forma clara de trapacear a legislação" e "rasgar o PNI".

Enquanto as pessoas comuns sofrem para ter o direito até de agendar sua vacinação, há um rol secreto de servidores sendo vacinados na frente de cidadãos com comorbidades, de grávidas, de mais idade. É algo gritante, que fere todos os princípios que regem a administração pública
Humberto Costa (PT), senador e membro da CPI da Covid

Ao MP (Ministério Público) junto ao TCU, Humberto Costa pediu para que fosse aberto um procedimento de ação civil pública. O parlamentar solicita que se defenda a reparação dos "imensos danos morais coletivos havidos no processo de 'vacinação secreta'".

Costa pede que todos os agentes que agiram ou se omitiram diante do caso sejam culpabilizados pela situação, que ocorre, segundo o senador, diante de um "grave contexto de pandemia da covid-19".

Servidores não deveriam ter sido vacinados

O MPF em Brasília constatou que uma lista sigilosa foi enviada diretamente ao Exército para que servidores da Abin pudessem ter acesso aos imunizantes contra a covid-19 assim como todos os militares da ativa das três Forças Armadas. Os nomes entraram na listagem do grupo que foi imunizado de forma privilegiada.

A suspeita é que os agentes da força de segurança tenham furado a fila da vacinação e desrespeitando a prioridade estabelecida pelo Ministério da Saúde.

De acordo com apurações da Folha de S. Paulo, a vacinação ocorreu em 25 de junho. Documentos reunidos pelo MPF comprovam que as vacinas foram aplicadas na data. O inquérito agora investiga o privilégio que foi dado aos funcionários da Abin.

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