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Pesquisadora acha carta de Bolsonaro em portais neonazistas, revela site

Não há como comprovar que o então deputado tenha enviado a mensagem apenas aos sites em questão. Porém, nem a pesquisadora, nem a reportagem do Intercept encontraram o texto em nenhum outro lugar - Reprodução
Não há como comprovar que o então deputado tenha enviado a mensagem apenas aos sites em questão. Porém, nem a pesquisadora, nem a reportagem do Intercept encontraram o texto em nenhum outro lugar Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

28/07/2021 22h42

A antropóloga Adriana Dias descobriu uma carta de 2004 escrita pelo presidente Jair Bolsonaro, então deputado federal, publicada em pelo menos três sites neonazistas brasileiros. O conteúdo revelado pelo site The Intercept Brasil mostra que o apoio que Bolsonaro recebeu de neonazistas foi bem recebido por ele.

Adriana Dias é pesquisadora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) há 20 anos, tempo que estuda a atuação de grupos neonazistas no Brasil. Segundo a reportagem do The Intercept Brasil, ela costuma imprimir o conteúdo das páginas dessas correntes quando as encontra na internet e, em seguida, denunciá-las para que sejam tiradas do ar.

Recentemente, ao se preparar para uma palestra, a pesquisadora consultou uma das páginas que ela havia visitado em 2006 e se deparou com o texto escrito por Jair Bolsonaro dois anos antes. A mensagem aparece em pelo menos três sites neonazistas, acompanhada de uma foto dele e o link para o site que usava na época.

Na carta, de 17 de dezembro de 2004, Bolsonaro deseja boas festas aos leitores e agradece o apoio, além de comunicar que protocolou um requerimento para realizar uma sessão solene na Câmara em homenagem aos militares que morreram em batalhas contra a Guerrilha do Araguaia, movimento político armado que pretendia realizar uma revolução socialista.

Todo retorno que tenho dos comunicados se transforma em estímulo ao meu trabalho. Vocês são a razão da existência do meu mandato", diz o texto.

Não há como comprovar que o então deputado tenha enviado a mensagem apenas aos sites em questão. Porém, nem a pesquisadora, nem a reportagem do Intercept encontraram o texto em nenhum outro lugar.

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