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Oposição repercute investigação contra Bolsonaro por fake news: 'Avanço'

10.mar.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante cerimônia em Brasília - Ueslei Marcelino/Reuters
10.mar.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante cerimônia em Brasília Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Do UOL, em São Paulo

04/08/2021 20h18Atualizada em 04/08/2021 20h51

Políticos da oposição comemoraram hoje a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de incluir o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na investigação que apura a disseminação de notícias falsas. A decisão foi motivada pelos repetitivos ataques do chefe do Executivo às eleições.

Para o deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ), a decisão é um avanço. "O presidente não está acima das leis e nem pode usar os poderes do cargo para subverter a ordem democrática. Bolsonaro comete crimes diários contra a Constituição e tem que responder por eles", escreveu ele em post nas redes sociais.

Ex-apoiadora do presidente, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) afirma que Bolsonaro "afrontou a Lei de Segurança Nacional e o Código Eleitoral".

Em trecho de sua decisão, o ministro Moraes diz que não há dúvidas de que as condutas de Bolsonaro insinuaram a prática de atos ilícitos por membros do STF "com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário, o Estado de Direito e a Democracia".

Ainda segundo o ministro, é imprescindível a adoção de medidas que elucidem os fatos investigados. Ao aceitar a investigação contra Bolsonaro, Moraes acolheu um pedido feito pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No ofício, o presidente do TSE, Luis Roberto Barroso, inclui link para a live do presidente, realizada na última quinta-feira (29 de julho), quando Bolsonaro prometeu mostrar provas de que houve fraude nas eleições de 2018 —na transmissão, Bolsonaro recicla mentiras para atacar a confiabilidade do voto eletrônico e não apresenta nenhum indício que comprove as denúncias. No final, ele acaba admitindo não possuir provas.

Apoiadores do presidente Bolsonaro também se manifestaram nas redes sociais. O vereador Carmelo Neto (Republicanos-CE) afirmou que a decisão de Moraes é uma reação porque Bolsonaro "está incomodando o sistema".

Veja a repercussão:

Gleisi Hoffmann, deputada federal e presidente nacional do PT

Ivan Valente, deputado federal (PSOL-SP)

Orlando Silva, deputado federal (PCdoB-SP)

Jandira Feghali, deputada federal (PCdoB-RJ)

Natália Bonavides, deputada federal (PT-RN)

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