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Empresários e intelectuais lançam manifesto e pedem respeito às eleições

Manifesto faz defesa do sistema eleitoral brasileiro em meio a questionamentos infundados de Bolsonaro sobre urna eletrônica - TSE
Manifesto faz defesa do sistema eleitoral brasileiro em meio a questionamentos infundados de Bolsonaro sobre urna eletrônica Imagem: TSE

Do UOL, em São Paulo

05/08/2021 08h13

Um grupo de empresários e intelectuais lançou um manifesto pedindo respeito à democracia no Brasil. Intitulado "O Brasil terá eleições e seus resultados serão respeitados", o documento faz uma defesa do sistema eleitoral em meio a alegações infundadas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de fraude em urnas eletrônicas.

Assinam o manifesto, entre outros, Luiza Trajano, do Magazine Luiza, Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal, do Banco Itaú Unibanco, e Pedro Passos e Guilherme Leal, da Natura.

Economistas como Arminio Fraga, Pedro Malan, Persio Arida, André Lara Rezende, Alexandre Schwartsman e Elena Landau também endossam o documento, assim como religiosos como o cardeal dom Odilo Scherer e o rabino Michel Schlesinger. Veja todos os nomes no site do manifesto.

O documento não faz referência direta a Bolsonaro, mas é divulgado em um momento de tensão entre o presidente e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Sem provas, o chefe do Executivo tem insistido na implementação do voto impresso, inclusive com ameaças ao processo eleitoral de 2022.

No manifesto, o grupo cita a "crise sanitária, social e econômica de grandes proporções" do Brasil em meio à pandemia do novo coronavírus, mas diz que acredita no Brasil e na construção "de um futuro mais próspero e justo".

"Esse futuro só será possível com base na estabilidade democrática. O princípio chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos", diz o documento.

"A Justiça Eleitoral brasileira é uma das mais modernas e respeitadas do mundo. Confiamos nela e no atual sistema de votação eletrônico. A sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias", completa.

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