PUBLICIDADE
Topo

Política

Conteúdo publicado há
1 mês

RJ: Quatro vereadores e dois ex-vereadores são presos acusados de fraude

A operação é liderada pelo MPRJ e o Gaeco - Divulgação/Ministério Público
A operação é liderada pelo MPRJ e o Gaeco Imagem: Divulgação/Ministério Público

Colaboração para o UOL

05/08/2021 16h06

A Operação Chorume do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) cumpre hoje 11 mandados de prisão preventiva e outros 22 de busca e apreensão. Entre os detidos estão quatro vereadores e dois ex-vereadores do município de Carmo, no Rio de Janeiro.

Eles são acusados de fraudar licitações relativas à limpeza urbana do município e, segundo o MPRJ, causaram um prejuízo de R$ 40 milhões. Ao todo, nessa fase de investigação, foram denunciadas 23 pessoas e duas empresas.

Os presos que atualmente exercem o papel de vereadores são Romerito Jose Wermelinger Ribeiro (PL), Samuel Cassio Cunha, ou Samuel da Livração (PL), Valquiria Aparecida de Moraes (PL) e Juliano de Souza Braga (PDT).

Salvador Carvalho de Oliveira (PL) e Marco Antonio Pereira Dalboni (Cidadania) são os ex-vereadores detidos hoje por suspeitas de participarem do esquema fraudulento.

Rita Estefânia Gozzi Farsura, ou Faninha (PSC), está em prisão domiciliar por apurações de uma fase anterior da operação. Ela e os outros suspeitos apreendidos hoje teriam recebido "mesadas" para deixarem passar as fraudes nos contratos de limpeza.

Segundo informações do MPRJ, o grupo também facilitava a aprovação de matérias de interesse próprio na Câmara de Vereadores e aceitava pagamentos irregulares para tanto.

Em março, outra etapa da investigação resultou na prisão do ex-prefeito de Carmo Paulo Cesar Ladeira por crimes contra a lei de licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Também foram presos hoje dois secretários acusados pelos mesmos crimes e que atuaram na gestão passada: Renato da Silva Amarante e Ozéas de Souza Ramos.

De acordo com as apurações do MPRJ, as empresas Limpeza Urbana e Forte Ambiental teriam fechado contratos superfaturados para prestar serviços de limpeza urbana ao município por meio de propina para agentes públicos. As contratações foram no período em que Ladeira era prefeito de Carmo.

Nas denúncias, segundo o MPRJ, constam também os nomes dos vereadores Wilde Rodrigues Curty (Cidadania) e Ana Cláudia Ribeiro Fernandes (Solidariedade), que ainda não foram presos preventivamente.

Política