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7 de Setembro: Apesar de promessa de Doria, PM revista poucos na Paulista

Policial militar revista mochila de manifestantes a favor do governo federal em São Paulo - Divulgação
Policial militar revista mochila de manifestantes a favor do governo federal em São Paulo Imagem: Divulgação

Amanda Rossi, Ana Paula Bimbati e Leonardo Martins

Do UOL, em São Paulo

07/09/2021 14h26Atualizada em 07/09/2021 14h57

A Polícia Militar de São Paulo não revista todos os manifestantes que entram na avenida Paulista para o ato a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que acontece em São Paulo.

Em diversos pontos, o UOL testemunhou pessoas com e sem mochilas transitando livremente pela alameda Casa Branca, alameda Campinas, pela rua Itapeva, pela rua Haddock Lobo e em uma esquina da rua Pamplona. Apenas horas mais tarde uma repórter foi abordada para exibir os conteúdos da bolsa que levava.

Na esquina da Alameda Rocha Azevedo, a reportagem perguntou a um dos seis agentes que formavam a barreira policial sobre os motivos pelo qual manifestantes não estavam sendo abordados naquele momento e ouviu como resposta que "a maioria" estava sendo revistada.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública informou que "as abordagens e as buscas pessoais e em objetos (mochilas ou bolsas) são realizadas em diferentes pontos da cidade e não somente em áreas próximas ou locais de acesso aos atos realizados nesta terça-feira (7)".

"Paralelamente às revistas, as equipes da Polícia Militar seguem o trabalho de monitoramento e fiscalização por meio das câmeras operacionais portáteis (COPs) do sistema Olho Vivo, além do o patrulhamento dos PMs que acompanham as manifestações próximo aos participantes e do serviço de inteligência da corporação", afirmou, em nota.

A ação de abordar todos presentes foi prometida pela PM durante reunião com organizadores e foi divulgada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

"Todos que forem às manifestações tanto a favor de Bolsonaro como contra, no vale do Anhangabaú ou na avenida Paulista, todos serão revistados", disse Doria há cinco dias.

Em uma das esquinas da rua Peixoto Gomide e Pamplona, PMs abordavam apenas as pessoas que estavam com mochilas, mas de forma aleatória. Parte das pessoas revistadas, inclusive, iam até os policiais serem vistoriados.

Com cartazes golpistas que pedem o fechamento do STF (Supremo Tribunal Federal), a adoção do voto impresso e a instituição de um tribunal militar, manifestantes se reúnem agora na Avenida Paulista, em São Paulo, em ato que deve contar com participação de Bolsonaro a partir das 15h.

Durante a concentração do ato a favor do presidente, os principais organizadores pediram para que manifestantes gritassem "Fora Xandão", em referência ao ministro do STF, Alexandre de Moraes. Em um carro de som estacionado ao lado do Masp, pessoas discursavam contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Diferente do início da manhã, o clima mudou em relação ao trabalho da imprensa a no início da tarde. Manifestantes passaram a anunciar aos gritos a presença de jornalistas e incentivar hostilidade contra eles.

Poucas pessoas usam máscara de proteção contra a covid-19. Muitas vestem camisetas feitas especialmente para a ocasião, algumas delas indicando a cidade de origem. Grande parte menciona cidades do interior de São Paulo e do Paraná.

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