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Temer descarta golpe de Bolsonaro por falta de apoio das Forças Armadas

Ex-presidente Michel Temer - Reprodução
Ex-presidente Michel Temer Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL, em Brasília

14/09/2021 22h31

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou ser "absolutamente inviável" um golpe de Estado do atual mandatário federal Jair Bolsonaro (sem partido), porque não há apoio das Forças Armadas. As informações são do jornal O Globo.

"Não vejo desejo. Não vejo a disposição do congresso. Isso (golpe) só acontece se as Forças Armadas tem disposição pra isso. E as Forças Armadas hoje não têm nenhuma disposição", disse o ex-presidente hoje em um evento.

A relação entre os dois tem sido de idas e vindas, com Temer ajudando o presidente a redigir uma carta de recuo na semana passada. Hoje, um vídeo do emedebista rindo de uma imitação de Bolsonaro durante um jantar viralizou nas redes sociais.

Apesar das crises do mandatário federal com os Poderes, o político optou por uma abordagem otimista: "Há uma consciência de que cada poder deve obedecer a regração constitucional". Temer descartou que haja "ativismo judicial".

"Quantas vezes no meu governo nós tínhamos problema com o Judiciário? O Supremo chegou a suspender um indulto (natalino) meu que é competência privativa do presidente. Nunca nos rebelamos contra as decisões judiciais", falou.

"De uns tempos para cá chegou-se a dizer que não se deveria cumprir algumas decisões, isso não é bom para o país", alertou.

Jantar com políticos e empresários

O jantar que gerou o vídeo da imitação de Bolsonaro ocorreu na casa do empresário Naji Nahas, após a ida de Temer a Brasília para ajudar Bolsonaro a escrever a carta à nação. Além do ex-presidente, empresários e políticos compareceram.

O humorista André Marinho é quem interpreta o presidente na gravação. O pai de André, Paulo Marinho, apoiou Bolsonaro em 2018 durante a campanha para a presidência e "emprestou" sua casa para a gravação de vídeos do programa eleitoral.

A família Marinho declarou, ainda em 2020, que deixou de endossar Bolsonaro. No vídeo, também aparecem o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab; o presidente do Grupo Bandeirantes, Johnny Saad; e o jornalista, apresentador e diretor da GloboNews, Roberto D'Ávila.

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