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Conteúdo publicado há
15 dias

'Preferiu falar aos seguidores', diz Aziz sobre fala de Bolsonaro na ONU

Do UOL, em São Paulo

22/09/2021 11h20Atualizada em 22/09/2021 12h50

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), criticou hoje o discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Assembleia Geral da ONU. Para Aziz, Bolsonaro preferiu não falar à nação brasileira e direcionou a fala aos seus seguidores.

Estávamos ali torcendo por ele, para que ele fizesse o papel, que nos orgulhasse fora do Brasil. Infelizmente, preferiu não falar à nação brasileira, preferiu falar aos seus seguidores. Há um retrocesso."
Senador Omar Aziz comenta discurso do presidente Bolsonaro

"Quem estava ali era a nossa bandeira, o verde e amarelo. Não o verde e amarelo que ele [Bolsonaro] acha que é de propriedade dele. Eu sou patriota como ele é. Não preciso estar vestindo verde e amarelo para falar que gosto do Brasil", continuou Aziz.

Ontem, Bolsonaro mentiu na Assembleia Geral da ONU ao afirmar que as medidas de isolamento social por conta da pandemia de covid-19 foram responsáveis pelo avanço da inflação de alimentos —a alta do preço da comida no Brasil não tem relação com o combate à doença, mas com fatores como a política da Petrobras para combustíveis, a valorização do dólar e questões climáticas que prejudicaram a produção de energia elétrica e a agricultura.

Bolsonaro também fez alegações incorretas ou sem contexto sobre o desmatamento na Amazônia, o auxílio emergencial, a atuação de governadores e prefeitos na pandemia, a situação dos empregos e a vacinação. O presidente defendeu mais uma vez o suposto "tratamento precoce" para a covid-19 — cujos medicamentos não têm eficácia comprovada no combate à doença.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.