PUBLICIDADE
Topo

Política

Conteúdo publicado há
15 dias

Josias: Dificuldade da 3ª via é mais surpreendente que vantagem de Lula

Colaboração para o UOL

23/09/2021 09h23

O colunista do UOL Josias Souza comentou hoje sobre a dificuldade da terceira via de se apresentar como alternativa no cenário atual. Pesquisa Ipec divulgada ontem pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando o primeiro turno das eleições presidenciais de 2022 em dois cenários distintos, com mais de 20 pontos percentuais de vantagem para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"O aspecto mais notável dessas pesquisas que estão saindo agora não é a vivacidade representada pelos números atribuídos ao Lula, não é também a debilidade de Bolsonaro, o mais surpreendente desse cenário é a dificuldade dos adversários desses dois personagens de se apresentarem como alternativas. O que nós convencionamos chamar de terceira via virou uma grande interrogação", afirmou durante o UOL News, na manhã desta quinta-feira (23).

Souza também criticou a atuação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ontem, a pasta voltou a recomendar a vacinação contra a covid-19 para adolescentes entre 12 e 17 anos sem comorbidades. A decisão acontece seis dias depois de o ministério orientar a suspensão da imunização para este público, medida que recebeu críticas de autoridades da Saúde, especialistas e governadores e prefeitos.

Para o colunista, o ministro apavorou o povo brasileiro. "Na prática, o governo está pedindo aos brasileiros que se finjam de bobos para evitar a desmoralização do Dr. Queiroga", afirmou. "Queiroga se faz de morto em um quarto de hotel em Nova York, onde ele está cumprindo a quarentena. Ele deve ao país um pedido de desculpas e um pedido de demissão. Um ministro que se diminui mostrando o dedo médio para seus críticos, não parece capaz de grandes gestos", completa.

"O quarto ministro da Saúde virou um asterisco, não tem a menor importância. Queiroga é pior do que o Pazuello. Porque do Pazuello não se esperava nada, era um militar, estava subordinado ao capitão [..], agora não, você tem um médico. Se esperava desse médico que ele respeitasse o seu jaleco e CRM", comenta.

Política