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1 mês

Não seria saudável para democracia disputa entre Lula e Bolsonaro,diz Genro

Colaboração para o UOL

23/09/2021 11h07Atualizada em 23/09/2021 12h39

O ex-ministro da Justiça e ex-presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores),Tarso Genro, defendeu hoje uma terceira via e disse que não seria saudável para a democracia do país uma disputa entre o ex-presidente Lula (PT) e o atual Jair Bolsonaro (sem partido) em 2022, pois o último deve ser derrotado antes.

"Eu acho que seria bom o surgimento de uma terceira via para o país. Não acho que seria saudável para a democracia brasileira que fosse uma disputa entre Lula e Bolsonaro. Bolsonaro tem que ser derrotado antes por impeachment ou politicamente nas eleições para não participar do segundo turno. Seria uma limpeza do protocolo político republicano do Brasil e das agressões que a extrema-direta tem feito a todas as instituições", afirmou durante o UOL Entrevista, desta quinta-feira (23).

Genro também reiterou seu apoio ao ex-presidente Lula. "Essas pesquisas que indicam Lula como preferido são previsíveis. O presidente Lula tem uma liderança extraordinária, os seus governos comparados com o do Bolsonaro são extraordinariamente positivos. O presidente Lula é o meu candidato, é a melhor possibilidade, óbvio", afirmou.

Pesquisa Ipec divulgada ontem pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando o primeiro turno das eleições presidenciais de 2022 em dois cenários distintos, com mais de 20 pontos percentuais de vantagem para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Apesar do apoio a Lula, ele destacou que o PT não foi e não é uma "comunidade anjos". "Então, nós temos sim que observar os problemas que nós não soubemos enfrentar e a herança que nós temos do nosso governo", disse.

Segundo Genro, o ideal seria Bolsonaro não chegar no segundo turno a fim de "criarmos um clima de disputa política de alto padrão civilizatório para que no segundo turno tivéssemos dois candidatos do campo democrático republicano".

Para o ex-ministro, o próximo presidente a governar o Brasil não pode depender do Centrão. "Não quero dizer que o Centrão seja a mesma coisa, que todos são cafajestes, corruptos, manipuladores, acho que o Centrão tem políticos tradicionais de todas as áreas, alguns desviam para a ilegalidade para seus interesses pessoais e é o que caracteriza a hegemonia do Centrão. O próximo governo não pode depender de uma relação espúria na política que tem caracterizado o presidencialismo de coalização no Brasil".

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