PUBLICIDADE
Topo

Conteúdo publicado há
2 meses

Hang rejeita negacionismo, gabinete paralelo e financiamento de fake news

Hanrrikson de Andrade e Thais Augusto

Do UOL, em Brasília e em São Paulo

29/09/2021 11h49Atualizada em 29/09/2021 12h25

Luciano Hang, dono da varejista Havan, disse hoje à CPI da Covid que não é negacionista e recusou a tese, defendida pelos senadores da oposição, de que ele teria atuado no chamado "gabinete paralelo" —estrutura de aconselhamento informal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), um dos objetos de investigação do colegiado.

O empresário também rechaçou a acusação de que teria financiado um "esquema de fake news".

"Quero afirmar aqui nesta Casa do povo, com a consciência tranquila e com a serenidade de quem tem a verdade a seu lado, que não conheço, não faço e nunca fiz parte de nenhum gabinete paralelo. Nunca financiei nenhum esquema de fake news e não sou negacionista", disse Hang na abertura da sessão.

Aos senadores, o empresário afirmou ser "vítima por não ter medo de falar a verdade".

Ao contrário do que tentam me imputar eu não sou negacionista, nunca neguei ou duvidei da doença. Tanto que minhas ações pró-saúde não ficaram só no discurso.
Empresário Luciano Hang na CPI da Covid

Hang citou ainda a doação de cilindros de oxigênio a Manaus e o apoio para que a iniciativa privada pudesse comprar vacinas, "ajudando o país a acelerar o processo de imunização".

O dono da Havan disse também nunca ter se posicionado contra as vacinas da covid-19.

"Eu não sou e nunca fui contra a vacina, tanto que disponibilizei todos os nossos estacionamentos das nossas megalojas espalhadas pelo Brasil como pontos de vacinação. Além disso, juntamente com outros empresários fizemos campanha para que a iniciativa privada pudesse comprar para doar e ajudar o País a acelerar o processo de imunização. Fomos apoiados por quase meio milhão de brasileiros em um abaixo-assinado nessa causa."

Pouco antes de sua explanação inicial, o depoente se recusou a firmar compromisso de não mentir à CPI —como ele consta na lista formal de investigações, tem direito a não aderir ao juramento. O depoente comentou, por outro lado, que estaria "com a verdade ao seu lado".

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.