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TCU adia julgamento sobre gastos com motociatas de Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), participa de motociata pela cidade de São Paulo - ROBERTO COSTA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), participa de motociata pela cidade de São Paulo Imagem: ROBERTO COSTA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em Brasília

29/09/2021 21h01Atualizada em 29/09/2021 21h01

O TCU (Tribunal de Contas da União) adiou hoje um julgamento que analisa gastos do governo federal em três motociatas promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O processo, que corre em sigilo no tribunal, apura despesas de R$ 1,062 milhão com três motociatas: no Rio de Janeiro, em maio, e em São Paulo e Chapecó (SC), em junho.

Revelados hoje pelo jornal O Globo, os valores foram informados ao TCU pela Presidência da República e pelo Gabinete de Segurança Institucional.

O processo começou a ser apreciado hoje, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Vital do Rêgo e ficará suspenso até que ele devolva os autos à pauta. Nem mesmo o relator do caso, Raimundo Carreiro, chegou a apresentar o voto.

Segundo O Globo, a cifra de mais de R$ 1 milhão diz respeito apenas aos gastos federais com a motociata, sem considerar o que foi despendido por estados e municípios que receberam os eventos.

O dinheiro foi usado não apenas para o esquema de segurança de Bolsonaro mas também com parte da estrutura logística das motociatas.

O TCU apura se houve irregularidades no uso do dinheiro público para os eventos. Ao analisarem o caso, os técnicos do tribunal consideraram que não é possível apontar uma ilegalidade clara porque a lei não define se as moticiatas são de interesse público ou não.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido até filiar ao PL para disputar a eleição de 2022, quando foi derrotado em sua tentativa de reeleição.