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'Finalmente esse defunto foi enterrado', diz Barroso sobre voto impresso

"Estamos empenhados em prover à sociedade brasileira eleições limpas", reforçou o presidente do TSE - Reprodução/YouTube
"Estamos empenhados em prover à sociedade brasileira eleições limpas", reforçou o presidente do TSE Imagem: Reprodução/YouTube

Do UOL, em São Paulo

04/10/2021 19h30Atualizada em 04/10/2021 19h37

Presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Luís Roberto Barroso disse encarar como encerradas as discussões sobre a adoção de uma espécie de comprovante a ser impresso após votação em urna eletrônica — ideia defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores, que acusam, sem provas, o sistema eleitoral brasileiro de fraude.

"Tenho a impressão de que depois que a Câmara dos Deputados votou [contra], o presidente do Senado disse que não reabriria a matéria e que agora o próprio presidente da República disse que confia no voto eletrônico... Acho que finalmente esse defunto foi enterrado", disse Barroso em coletiva.

A declaração foi feita hoje pelo ministro durante evento de abertura do código-fonte da urna eletrônica para inspeção da sociedade civil e de entidades fiscalizadoras. Presidentes de partidos foram convidados a acompanhar o processo, bem como ministros de tribunais superiores, membros da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e representantes do MPF (Ministério Público Federal).

Ao todo, presidentes ou representantes de 22 partidos compareceram ao evento. Entre os ausentes, porém, chamaram atenção o PTB, presidido pelo ex-deputado Roberto Jefferson, e o Patriota — ambos alinhados ao bolsonarismo.

O convite que nós fizemos foi aos presidentes de partidos e, portanto, todos os presidentes de partidos que desejavam -- penso que a maior parte estava presente aqui -- compareceram. Nosso critério de convite não foi a posição que tinham assumido em relação ao voto impresso, e sim à representatividade como presidentes de partidos ou como enviados em representação dos partidos.
Luís Roberto Barroso, presidente do TSE

Segundo Barroso, a abertura do código-fonte da urna — que normalmente é feita seis meses antes da eleição, e não um ano, como agora — faz parte dos esforços para ampliar a transparência das etapas do processo eleitoral.

"Nós temos uma obsessiva preocupação em tornar o sistema tão transparente quanto possível", explicou. "Estamos muito empenhados em prover à sociedade brasileira, como temos feito ao longo dos anos, eleições limpas, seguras e auditáveis".

Além de antecipar a abertura do código-fonte, o TSE também criou uma comissão formada por representantes de instituições e órgãos públicos, especialistas em tecnologia da informação e representantes da sociedade civil para acompanhar a preparação para as eleições.

"Como o sistema flui há muito tempo, e felizmente flui bem, muitas pessoas nunca se deram ao trabalho de parar para saber exatamente como é cada etapa, como é transparente e como nós temos preocupações com a auditoria das eleições", reforçou Barroso.

(Com Estadão Conteúdo)

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