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Flávio Bolsonaro é hostilizado ao tomar 2ª dose da vacina em Brasília

Do UOL, em São Paulo

14/10/2021 13h33Atualizada em 14/10/2021 19h01

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) tomou hoje a segunda dose da vacina contra covid-19 em Brasília e foi hostilizado na saída da UBS 01, na Asa Sul. Desde o início da pandemia, a família Bolsonaro defende o tratamento precoce, com medicamentos sem eficácia comprovada contra o coronavírus, e questiona os imunizantes.

"Genocida" e "miliciano" foram algumas das ofensas contra o senador. Em vídeo que circula nas redes sociais, é possível escutar pessoas acusando Flávio Bolsonaro de não respeitar a ordem de chegada no posto. "Vem pegar fila", grita uma delas.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não tomará a vacina contra covid-19 porque "tem mais anticorpos do que quem tomou". A fala foi desmentida hoje por um epidemiologista.

O presidente já reclamou que não pôde assistir a um jogo do Santos no estádio, enquanto visitava o litoral paulista, porque o chamado "passaporte da vacina" foi exigido. O documento comprova que a pessoa está protegida contra o vírus.

No mês passado, um dos filhos de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo (PSL-SP), foi infectado pelo coronavírus na comitiva presidencial que viajou a Nova York para participar da Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Dias depois, a mulher de Eduardo e a filha de 11 meses também testaram positivo.

Na ocasião, Heloísa Bolsonaro incentivou o uso dos medicamentos do "kit covid".

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