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1 mês

'Um salto para os evangélicos', diz Mendonça após indicação aprovada ao STF

Do UOL, em São Paulo

01/12/2021 20h14Atualizada em 02/12/2021 14h58

O ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União André Mendonça falou hoje após o Senado aprovar sua indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal). Com um tom de agradecimentos a Deus, o novo ministro da Corte disse que a decisão representa "um salto para os evangélicos".

"A primeira reação foi dar glórias a Deus por essa vitória. É um passo para um homem, mas na história dos evangélicos do Brasil é um salto. Um passo para o homem, um salto para os evangélicos", disse.

A frase de Mendonça é inspirada no que falou o primeiro astronauta a pisar na Lua, Neil Armstrong, que disse: "Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade"

O novo ministro também agradeceu a indicação do presidente Jair Bolsonaro (PL). Estendeu, ainda, os agradecimentos a "todos os deputados e senadores da Frente Parlamentar Evangélica" e aos que votaram pela aprovação.

Mendonça passou por uma sabatina de mais de oito horas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e foi aprovado por 18 votos a 9. Depois, recebeu 47 votos a favor e 32 contra no plenário da Casa. Como a votação é secreta, não é possível saber como cada parlamentar se posicionou.

Ele será o segundo ministro da Corte indicado por Bolsonaro. O primeiro foi Kassio Nunes Marques. Mendonça só foi aprovado após mais de quatro meses de espera, devido à resistência do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da CCJ, em agendar a sabatina, e disse que esse foi "um processo longo, difícil, mas de muito aprendizado".

O futuro ministro deve tomar posse do cargo ainda neste ano e acabar com o desfalque no STF, que passou todo o semestre com 10 integrantes.

Sabatina tranquila na CCJ

Apesar do discurso com muitas referências à religião, Mendonça, que é pastor, tentou na sabatina se descolar da imagem de "terrivelmente evangélico" com a qual foi indicado por Bolsonaro. Ele contrariou o presidente da República ao afirmar que não fará orações semanais no STF, como pediu Bolsonaro em outubro. O ex-ministro disse "não haver espaço" para manifestações religiosas durante as sessões do tribunal.

Além disso, na CCJ, ele defendeu a democracia e o garantismo penal, prometeu respeito a minorias e se comprometeu a defender o Estado laico: "considerando discussões havidas em função de minha condição religiosa, faço importante ressaltar minha defesa do Estado laico."

"Na vida, a Bíblia. No Supremo, a Constituição", completou.

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