PUBLICIDADE
Topo

Política

Conteúdo publicado há
3 meses

Tales: MBL não ajuda Moro o suficiente; ex-juiz e grupo são a mesma coisa

Colaboração para o UOL

18/01/2022 08h53Atualizada em 18/01/2022 10h16

Na avaliação do colunista do UOL Tales Faria, o acordo entre o MBL (Movimento Brasil Livre) e Podemos para as eleições deste ano não contribui significativamente à pré-candidatura à Presidência de Sergio Moro. "MBL foi eleito na esteira da Lava Jato. Eles são a mesma coisa. Moro precisa de ajuda no Norte e Nordeste."

Lideranças do MBL vão se filiar ao Podemos no dia 26 de janeiro. Com isso, o grupo estará no mesmo partido do ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro, pré-candidato a presidente da República. A ida ao partido também contará com uma "carta de independência" entre o Podemos e o MBL.

No ato de filiação, além dos membros do MBL, espera-se a participação de Moro e de lideranças do Podemos. Assim, o grupo deixará o Patriota, que tem a maior parte de seus integrantes. Membros que estão em outros partidos, como PSL, Democratas e Novo, também deverão migrar para a legenda de Moro. Alguns deles, porém, precisarão esperar a abertura da janela partidária, em abril, para mudar de sigla.

Reajuste dos servidores

Ao UOL News, Tales Faria também disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) é culpado pelo imbróglio envolvendo o reajuste salarial de servidores federais. "Como na maioria dos problemas do governo, quem começou foi o presidente oferecendo reajuste apenas para sua base eleitoral."

De acordo com o presidente do Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado), Rudinei Marques, a principal pauta dos servidores é a reposição salarial linear —ou seja, o reajuste salarial para todas as categorias. Eles reivindicam aumento que reponha em parte a perda com a inflação nos últimos anos.

Servidores públicos federais de pelo menos 19 categorias devem cruzar os braços hoje, como forma de pressionar o governo de Jair Bolsonaro por reajustes salariais. Este será o primeiro ato das categorias, que ameaçam repetir a paralisação nos dias 25 e 26 de janeiro e entrar em greve geral na segunda quinzena de fevereiro, caso não haja acordo.

Tales Faria analisou que a discussão deve ir ao Congresso. "Vai surgir algum projeto para dar aumento ou não. O Congresso aprova, o presidente veta, mas aceita que os parlamentares derrubem o veto. Ou seja, o presidente fura o ajuste fiscal, fingindo que não fura, e posa para o eleitorado como quem concedeu as benesses", disse.

Recado de Weintraub

Para o colunista do UOL, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub deu um recado a Bolsonaro quando revelou que o presidente sabia previamente de denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

"Ele está se desentendendo com o Eduardo Bolsonaro por causa das eleições em São Paulo. Bolsonaro deve ficar com Tarcísio [ministro da Infraestrutura] ao governo ou Senado, e Weintraub não gostou."

Bolsonaro (PL) soube que Flávio, seu filho mais velho, e o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz eram alvo de investigação antes que os fatos viessem a público, segundo indicou o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub. A informação corrobora relato do empresário Paulo Marinho (PSDB) à Folha de S.Paulo sobre suposto vazamento da apuração.

Weintraub relatou, durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., ter participado de uma reunião em novembro de 2018 em que Bolsonaro tratou das denúncias. O relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) com movimentações financeiras atípicas de Queiroz, origem do escândalo da rachadinha, só veio a público no mês seguinte, em reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

Política