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3 meses

Ciro: ausência de Bolsonaro na PF é 'desenrolar de nova crise'

Ciro Gomes discursa em ato contra Bolsonaro no Rio de Janeiro, em outubro de 2021 - VANESSA ATALIBA/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Ciro Gomes discursa em ato contra Bolsonaro no Rio de Janeiro, em outubro de 2021 Imagem: VANESSA ATALIBA/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

28/01/2022 16h42

Convocado para depor hoje na PF (Polícia Federal) por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal), Jair Bolsonaro (PL) não compareceu e tentou um recurso para adiar o compromisso, o que foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes. Para o presidenciável Ciro Gomes (PDT), isso é o indício de uma nova crise entre Bolsonaro e os outros poderes do Brasil.

"A nação deve acompanhar com o máximo de atenção o desenrolar da nova crise institucional criada por Bolsonaro que decidiu confrontar, de forma irresponsável e autoritária, uma decisão do STF", escreveu Ciro após a rejeição do recurso aplicado pelo presidente.

Segundo o pedetista, Bolsonaro deseja inviabilizar o "curso normal das eleições, já que ele se sente antecipadamente derrotado". Uma pesquisa da Ipespe, sob encomenda da XP, divulgada ontem mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) novamente na liderança na intenção votos de primeiro turno.

Na simulação da corrida presidencial de 2022, o presidente Bolsonaro apareceu em segundo lugar. Na terceira posição, aparecem empatados com 8% o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e Ciro Gomes.

Desnecessário dizer que um presidente que comete crimes - inclusive de responsabilidade - em sequência, sem punição, se sentirá cada vez mais poderoso, mesmo que esta sensação se baseie em mero delírio psicótico de poder
Ciro Gomes

Ausência de Bolsonaro

O presidente é investigado por ter divulgado em suas redes sociais, em agosto do ano passado, documentos sobre uma tentativa de invasão aos sistemas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O objetivo de Bolsonaro, à época, era questionar a segurança das urnas eletrônicas.

Em novembro, Moraes havia dado prazo de 60 dias para que o presidente escolhesse dia, hora e local do depoimento. Como o prazo venceu ontem e ele não deu resposta, Moraes determinou que a oitiva ocorresse hoje, na sede da PF em Brasília.

O advogado-geral da União, Bruno Bianco, esteve na sede na PF na hora marcada para o depoimento. Bolsonaro, enquanto isso, permanecia no Palácio do Planalto.

Divulgada ontem à noite, a agenda de Bolsonaro não previa o depoimento. Segundo o cronograma, o presidente tem encontro marcado no Palácio da Alvorada às 15h, com o subchefe de Assuntos Jurídicos da Presidência, Pedro Cesar Sousa.

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