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TCU vai apurar suposto superfaturamento em compra de Viagra por militares

Pílulas de Viagra, pivô das polêmicas recentes - iStock
Pílulas de Viagra, pivô das polêmicas recentes Imagem: iStock

Do UOL, em São Paulo

13/04/2022 17h42

O TCU (Tribunal de Contas da União) abriu processo para fiscalizar a compra de 35 mil comprimidos de Viagra para as Forças Armadas. A suspeita é de que possa haver superfaturamento de até 143%. O relator é o ministro Weder de Oliveira.

O processo foi aberto após representação do deputado federal Elias Vaz (PSB) e do senador Jorge Kajuru (Podemos).

Vaz foi o responsável por tornar pública a compra dos medicamentos, conhecidos por tratar primordialmente a disfunção erétil. Ao todo, o deputado identificou no Portal da Transparência e no Painel de Preços do governo federal oito pregões de 2020 e 2021 e que ainda estavam em vigor neste ano.

O Ministério da Defesa havia argumentado na última segunda (11), quando o caso foi conhecido, que os remédios serviriam ao tratamento de pacientes com "Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), uma síndrome clínica e hemodinâmica que resulta no aumento da resistência vascular na pequena circulação, elevando os níveis de pressão na circulação pulmonar", versão contestada por Elias Vaz.

O deputado pontuou que especialistas teriam comprovado que na dosagem adquirida pelas Forças Armadas o medicamento teria apenas a finalidade de tratar disfunção erétil. "O que é justo, mas não com dinheiro público", afirma.

Hoje, o presidente Jair Bolsonaro minimizou a compra dos mais de 35 mil comprimidos de Viagra pelo Exército e Aeronáutica. Segundo ele, o montante seria pequeno em comparação com o efetivo das três Forças Armadas e reforçou o argumento utilizado pela Defesa de que o produto seria usado para tratamento de hipertensão arterial pulmonar e doenças reumáticas.

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