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Trabalho diário de Bolsonaro caiu para menos de 4 horas este ano

13.abr.2022 - O presidente Jair Bolsonaro - Anderson Riedel/PR
13.abr.2022 - O presidente Jair Bolsonaro Imagem: Anderson Riedel/PR

Do UOL, em São Paulo

27/04/2022 16h24

Em ano eleitoral, o tempo diário de trabalho do presidente Jair Bolsonaro (PL) caiu para 3,6 horas a cada dia, segundo a pesquisa "Deixa o homem trabalhar?", escrita pelo cientista político Dalson Figueiredo (UFPE/OXFORD) e com colaboração de Lucas Silva (UNCISAL) e Juliano Domingues (UNICAP).

Quando assumiu o Planalto em 2019, Bolsonaro trabalhava em média 5,6 horas todos os dias. Em 2020, ano em que a pandemia da covid-19 chegou ao Brasil, as horas úteis do presidente tiveram queda de 16%, passando a ser 4,7 por dia.

No ano passado, a média tornou a cair e ficou em 4,3 horas trabalhadas. A pesquisa levou em consideração os compromissos públicos que constam na Agenda Oficial da Presidência, que pode ser acessada por qualquer pessoa.

O UOL entrou em contato com a assessoria de imprensa do chefe do Executivo e atualizará caso haja resposta.

Em ano eleitoral e com Bolsonaro possivelmente mirando uma reeleição, o presidente tem dedicado seu tempo a inaugurações de projetos, onde discursa majoritariamente para apoiadores.

Como o tempo de Bolsonaro é gasto?

Segundo a pesquisa "Deixa o homem trabalhar?", Bolsonaro "labuta, em média, 18 horas a menos do que um trabalhador que é regido pela CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] e 14 horas a menos do que um servidor público federal da administração direta".

O estudo também notou que o presidente gasta mais tempo em almoços (cerca 1,3 hora) do que em reuniões com ministros de estado (menos de 1 hora, em média). Durante a pandemia, o chefe do Executivo participou apenas de cinco eventos "envolvendo explicitamente o tema vacina", investindo em média "0,9 hora por compromisso, totalizando 4,3 horas, o que equivale, em unidades de tempo presidencial, a três almoços".

Os pesquisadores afirmaram que Bolsonaro privilegia levemente "compromissos com o Exército em detrimento da Marinha e Aeronáutica", enquanto o tempo destinado a eventos com pastores "caiu 53%, passando de 16 horas".

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