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Servidor que invadiu casamento de Lula agradece por 'momento inesquecível'

Antônio de Pádua Freitas Moreira Junior foi exonerado do cargo após invadir o casamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a socióloga Rosângela Silva, a Janja - Reprodução
Antônio de Pádua Freitas Moreira Junior foi exonerado do cargo após invadir o casamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a socióloga Rosângela Silva, a Janja Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL, em Maceió

23/05/2022 21h48

O ex-secretário-adjunto da Fazenda e Patrimônio da cidade de Itapevi (SP), Antônio de Pádua Freitas Moreira Junior, que foi exonerado do cargo após invadir o casamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a socióloga Rosângela Silva, a Janja, não se arrepende de entrar de "penetra" na cerimônia, classificada por ele como um "momento inesquecível".

Em entrevista à CNN Brasil, o ex-servidor disse que só tem a agradecer por ter tido a oportunidade de presenciar a cerimônia de matrimônio entre Lula e Janja, e pediu desculpas aos noivos "por qualquer embaraço" que porventura tenha "provocado".

"Só tenho a agradecer a oportunidade de ter presenciado esse momento inesquecível", declarou. "Aproveito para me desculpar aos noivos por qualquer embaraço provocado, o que foi pontualmente resolvido naquela agradável noite", acrescentou.

Lula e Janja oficializaram a união no último dia 18, em uma cerimônia realizada em uma casa de festas no Brooklin, na zona sul de São Paulo. Com cerca de 200 convidados entre diversos políticos e famosos, o casal trocou alianças e fez discurso para os presentes.

Após ter sua presença constatada, Antônio de Pádua Freitas Moreira Junior foi retirado do local acompanhado por seguranças. No dia seguinte, ele foi exonerado do cargo na prefeitura de Itapevi, por determinação do prefeito Igor Soares (Podemos-SP), que apontou "postura incompatível" do agente com o cargo que ele até então ocupava.

Apesar da demissão, o ex-servidor demonstrou não guardar mágoas de Igor Soares e agradeceu o prefeito "pela oportunidade de ter exercido, pelos últimos seis anos, o honroso cargo de secretário-adjunto da Fazenda de Itapevi, tendo colaborado com as significativas mudanças estruturais e sociais que a cidade tem apresentado".

Por fim, Soares disse compreender que a festa de casamento é um momento especial, que deve ser reservado apenas "para amigos e convidados", e destacou que "todo ser humano precisa ser respeitado em seus momentos particulares".

A cerimônia

A cerimônia para oficializar a união de Lula e Janja aconteceu em uma casa de festas no Brooklin, zona sul de São Paulo. Diferentemente da tradição dos casamentos, os dois não tiveram padrinhos.

O ex-presidente entrou ao lado de um neto. Eles usavam o terno na mesma cor, azul, e uma lapela com rosas vermelhas. Em seguida, entraram duas meninas como floristas - uma delas, neta do petista. A entrada da noiva não contou com a marcha nupcial e Janja optou por atravessar o salão sozinha.

Ao todo, foram convidadas 200 pessoas. A celebração foi conduzida pelo bispo emérito de Blumenau (SC), dom Angélico Sândalo, que conhece Lula desde a década de 1970.

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