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1 mês

Moro faz 'críticas' ao STF, mas elogia Fux e Barroso

Sergio Moro criticou governo Bolsonaro, Lula e STF em entrevista - Reprodução
Sergio Moro criticou governo Bolsonaro, Lula e STF em entrevista Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL, em Brasília

25/05/2022 17h19

Mesmo crítico do STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-ministro Sergio Moro (União Brasil) afirmou hoje ser contra ataques e ameaças contra integrantes da Corte e disse que a maioria dos ministros da instituição, que por 8 votos a 3, confirmaram no ano passado uma decisão que o declarou parcial para julgar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL), colaboram para a corrupção no Brasil.

"O culpado por haver tantos bandidos soltos por aí é de quem enfraqueceu o combate à corrupção. Os culpados foram aqueles que invalidaram decisões judiciais por motivos formais, sem entrar no mérito", disse em entrevista à CNN Brasil. "Discordo de ataques contra instituições. Fui juiz por 22 anos, acredito nas instituições. Acho que elas são vitais para uma democracia robusta", afirmou.

O resultado foi a favor de confirmar a decisão do ministro Edson Fachin. O magistrado anulou as sentenças e remeteu para a Justiça Federal do Distrito Federal as ações penais relacionadas ao tríplex do Guarujá, ao sítio de Atibaia, à sede e às doações ao Instituto Lula.

"Sou crítico severo do STF, embora valha destacar que mesmo nessas decisões em que houve anulação de condenação por corrupção, sempre houve uma minoria vencida... [Luiz ] Fux e [Luís Roberto] Barroso sempre defenderam o combate rigoroso contra a corrupção", disse Moro à CNN Brasil.

Oito ministros (Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso) votaram pela rejeição do recurso e três pela aceitação (Nunes Marques, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux).

Os ministros analisam um recurso movido pela PGR (Procuradoria Geral da República) contra a decisão de Fachin. A Procuradoria pediu a manutenção da competência da 13ª Vara Federal de Curitiba para os processos de Lula e das decisões contra o ex-presidente.

Moro afirma ter sido coerente ao longo do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). "Temos que retomar a bandeira da execução em segunda instancia, do fim do foro privilegiado, discutir a autonomia da PF. Bolsonaro trocou 4 vezes a direção da PF. Isso enfraquece a autonomia da instituição. O governo não tem se saído bem no que se refere a investigação e o combate à corrupção", disse hoje.

Candidatura ao Senado

O ex-juiz disse ainda que é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil em São Paulo. "Eu estou no União Brasil construindo o meu espaço. Hoje, sou pré-candidato ao Senado aqui em São Paulo", afirmou à CNN Brasil. "Claro que vai depender de eu tomar uma decisão definitiva quanto a isso [candidatura], e o próprio partido. Mas, em princípio, a posição é essa. Onde eu estiver, eu vou ser sempre o mesmo."

Além do ex-juiz, o São Paulo tem como pré-candidatos ao Senado José Luiz Datena (PSC), Janaína Paschoal (PRTB), Aldo Rebelo (PDT), Nise Yamaguchi (PTB), Heni Ozi Cukier (Podemos) e Ricardo Mellão (Novo). O ex-governador Márcio França, do PSB, apesar de se colocar como pré-candidato ao governo, também é cotado ao Senado.

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