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Zambelli posta foto de Pedro Guimarães, após mulheres o acusarem de assédio

Presidente Jair Bolsonaro ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães - Isac Nóbrega/PR
Presidente Jair Bolsonaro ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães Imagem: Isac Nóbrega/PR

Do UOL, em São Paulo

29/06/2022 10h34

Após denúncias de suposto assédio sexual, que teria sido cometido pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, a deputada federal Carla Zambelli (PL) postou foto nas redes sociais e indicou apoio ao executivo do banco.

Pedro Guimarães é presidente da Caixa desde o início do atual governo. O chefe da estatal é presença frequente em eventos ao lado de Jair Bolsonaro (PL), além de participar várias vezes da live semanal do mandatário.

Durante o dia de ontem, políticos foram às redes sociais para pedir a investigação de Guimarães pelos supostos assédios, divulgados inicialmente pelo site de notícias "Metrópoles". O MPF (Ministério Público Federal) abriu investigação para o caso.

As denúncias, que incluem toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites incompatíveis à relação de trabalho, começaram a surgir no fim do ano passado. Todas as mulheres que falaram ao site Metrópoles, sem que seus nomes fossem divulgados, trabalham ou trabalharam em equipes que atendem diretamente ao gabinete da presidência da Caixa.

As cinco entrevistadas disseram que se sentiram abusadas em diferentes ocasiões, e sempre em compromissos de trabalho. Os casos aconteceram, muitas vezes, em viagens relacionadas ao programa Caixa Mais Brasil.

Segundo relato, o presidente do banco escolhe, preferencialmente, "mulheres bonitas" para as comitivas nas viagens. De acordo com Ana*, uma das funcionárias que denunciaram o assédio, o comunicado de escolha é como um prêmio.

Outra prática comum, segundo as funcionárias, é que mulheres que despertam a atenção de Guimarães durante as viagens sejam chamadas para atuar em Brasília, muitas vezes promovidas hierarquicamente sem preencher requisitos necessários. A prática deu, inclusive, origem a uma expressão usada para se referir a elas: "disco voador".

Em contato com o UOL, o Ministério da Economia disse que não irá se manifestar sobre o caso.

Em nota, a Caixa afirma que "não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo e que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio.". Ainda no texto enviado ao UOL, a instituição diz que "o banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de 'qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça'".

O UOL também entrou em contato com Pedro Guimarães por e-mail e por telefone para comentar as denúncias. O texto será atualizado em caso de manifestação.

"Conduta abominável"

Em nota enviada ao UOL, o Sindicato dos Bancários de São Paulo pediu investigação às denúncias de assédio sexual envolvendo o presidente da Caixa e funcionárias do banco.

"É imprescindível que seja instaurada uma investigação e, se confirmadas as denúncias, que condutas abomináveis como essas não fiquem impunes. A luta contra o assédio sexual e moral faz parte de uma política permanente do sindicato, com reivindicações que intensificam a luta, dentro dos bancos, contra o machismo e racismo institucional e assédio sexual e moral, com normas e condutas rígidas", diz o comunicado.

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