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TSE acata pedido do PDT e ordena que PT retire do ar vídeo de Lula

Em Teresina, Lula pediu explicitamente votos a ele, Wellington Dias e Rafael Fonteles - Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo
Em Teresina, Lula pediu explicitamente votos a ele, Wellington Dias e Rafael Fonteles Imagem: Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

05/08/2022 19h25Atualizada em 05/08/2022 19h25

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por meio da ministra Maria Claudia Bucchianeri , ordenou que o Facebook, o Instagram e o YouTube apagassem um vídeo em que o ex-presidente Lula pedia votos para si e para seus correligionários Rafael Fonteles e Wellington Dias, pré-candidatos ao governo do Piauí e ao Senado, respectivamente.

A ministra atendeu um pedido feito pelo PDT. O partido argumentou que Lula havia antecipado a campanha por pedir, explicitamente, votos para ele e seus aliados. Segundo o partido de Ciro Gomes, o evento contava com um bom público e nas redes sociais com mais de 166 mil visualizações.

O contexto do vídeo era um evento em Teresina, capital do estado em questão, no qual o petista discursava em palanque. "Eu queria pedir para vocês, cada mulher ou cada homem do Piauí que têm disposição de votar em mim, que têm disposição de votar no Wellington, eu queria pedir pra vocês que no dia 02 de outubro vote em mim, vote no Wellington, mas primeiro vote no Rafael, porque ele vai cuidar do povo do Piauí", afirmou.

A ministra sustentou na decisão que antes do período formal das campanhas, a lei eleitoral garante menção à candidatura,
exaltação das qualidades pessoais, participação em entrevistas, realização de encontros, discussão de políticas públicas, planos de governo, alianças partidárias bem como a divulgação de posicionamentos pessoais sobre questões políticas. Porém, é proibido pedir votos.

A ministra ainda disse que o vídeo pode até mesmo ser publicado novamente nas redes sociais, mas sem o trecho em que Lula pediu votos.

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