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'Sou PT raiz, nunca saiu de dentro de mim', diz Marta em ato de filiação

A ex-prefeita Marta Suplicy afirmou na noite desta sexta-feira (2) que ela é "PT raiz" e disse que o retorno ao partido é para "derrotar o bolsonarismo".

O que aconteceu

"Está sendo muito forte voltar ao ninho e sentir que eu sou PT raiz, que nunca saiu de dentro de mim", disse Marta, emocionada em sua filiação ao partido. Seu discurso foi seguido de aplausos e gritos da plateia — a volta ao partido após quase nove anos acontece após ela aceitar ser vice na chapa de Guilherme Boulos (PSOL) à Prefeitura de São Paulo.

"Vamos derrotar o bolsonarismo e seus representantes aqui na capital", afirmou a ex-prefeita (2001-2004). Antes de aceitar o convite para fazer parte da chapa de Boulos, Marta era secretária de Relações Internacionais da prefeitura. Sua saída da gestão de Ricardo Nunes (MDB) foi impulsionada também pela aproximação do prefeito com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Marta, diferentemente de Boulos, não citou nominalmente o ex-chefe no evento. A ficha de filiação foi assinada, em um ato simbólico, pelo presidente Lula, o principal fiador da volta dela à legenda.

Ao final do evento, um vídeo com a música "De Volta pro Aconchego" foi transmitido com fotos de Marta ao lado de figuras do PT. A ex-prefeita disse que o partido nunca saiu de dentro dela, que viu a sigla nascer e crescer "nas ruas do Brasil e dentro da minha casa, ao lado do presidente Lula e saudosos companheiros". Marta entrou no PT em 1982 e ficou 33 anos no partido, até sair em 2015 com críticas à legenda em meio à Lava Jato.

O legado dela como prefeita também foi lembrado durante seu discurso, além de seus mandatos como deputada federal, senadora e ministra. O ministro Fernando Haddad citou a construção dos CEUs (Centros Educacionais Unificados), a criação de corredores de ônibus e do Bilhete Único.

De acordo com Marta, o seu retorno à legenda acontece para manter vivo "o sentimento de liberdade e respeito".

O que mais disse Marta

Estou de volta para caminharmos juntos e mantermos o nosso espírito de luta e defesa da democracia, como instrumento de composição das diferenças, pluralidade e respeito às liberdades democráticas, hoje tão ameaçadas pelo crescimento da direita no nosso país.

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Todos nós estamos convocados de fazer a cidade de São Paulo um bastião de resistência democrática. União, reconstrução, transformação. Esse é o desafio que se impõe a todos nós.

Críticas contra bolsonarismo e Nunes

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) e a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, repetiram o tom eleitoral e falaram sobre recuperar a cidade. "Nossa chapa é a união da luta, da combatividade, com a experiência", disse Gleisi. Eles também citaram os feitos de Marta à frente da prefeitura da capital no seu mandato (2001-2004).

Boulos não poupou críticas a gestão do atual prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB). "A CPI que São Paulo precisa é para investigar porque a cidade mais rica da América Latina tem 53 mil pessoas vivendo na rua", afirmou.

Nunca na história de São Paulo ninguém fez para o povo pobre o que fez a Marta Suplicy na prefeitura. Boulos precisava de você para ganhar as eleições.
Lula, presidente da República

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