Conteúdo publicado há 28 dias

Josias: Punição de Deltan por PowerPoint acusando Lula ocorre tardiamente

A punição contra o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol pelo "caso do PowerPoint" contra o presidente Lula, em 2016, ocorre "muito tardiamente", disse o colunista Josias de Souza no UOL News da manhã desta terça-feira (23).

A ministra Cármen Lúcia, do STF, negou nesta segunda-feira (22) recurso para suspender a decisão que condenou Dallagnol a indenizar em R$ 75 mil o presidente Lula.

Muito tardiamente. Estamos falando de algo que aconteceu lá atrás, em 2016. Faz muito tempo. Antes tarde do que nunca.

Estamos verificando agora que a Justiça está tratando aquilo que o Dallagnol reconheceu como um erro, como crime. Se é crime, é bastante razoável que a punição ocorra.

[O PowerPoint] Significou um pré-julgamento inadequado para um agente público que, naquele momento, representava uma força-tarefa que tinha legitimidade e era fartamente apoiada pela opinião pública. O próprio Deltan Dallagnol em entrevista posterior, quando já não dispunha de tanta legitimidade e apoio popular, reconheceu que foi um erro, mas só que ele trata como um erro de cálculo.

O judiciário enxerga mais do que um erro: é um crime. Você pré-julgou uma pessoa em um instante que a força-tarefa fazia uma denúncia sobre desvios na Petrobras, que foram confirmados e a Petrobras recuperou R$ 6 bilhões. Houve o assalto.

Na fase que se encontrava a investigação, era absolutamente impróprio você fazer um PowerPoint e colocar o Lula no centro como responsável por uma quadrilha que operava na Petrobras.

Relembre o caso

Em 2016, então chefe da força-tarefa da Lava Jato, Dallagnol fez uma apresentação de PowerPoint para acusar Lula, que era investigado pela operação, de chefiar uma organização criminosa. Posteriormente, os processos foram anulados após o STF considerar o ex-juiz Sergio Moro parcial na condução da investigação.

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Em março de 2022, o STJ condenou Deltan Dallagnol ao pagamento de R$ 75 mil em danos morais a Lula. Na ocasião, Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula e atual ministro do STF, questionou a conduta funcional de Dallagnol. Segundo ele, o ex-procurador e outros integrantes da Lava Jato usaram a apresentação de PowerPoint para acusar o ex-presidente de atuar como "comandante e maestro de uma organização criminosa".

Para o STJ, o ex- procurador usou termos desabonadores e linguagem não técnica em relação ao então ex-presidente.

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