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Sakamoto: Bolsonarismo quer liberdade para atacar sistema eleitoral

O intuito do bolsonarismo ao defender a manutenção do veto à criminalização de fake news é o de manter sua base de ataques ao sistema eleitoral e à democracia, afirmou o colunista Leonardo Sakamoto no UOL News desta terça (28).

Eles querem liberdade para continuar atacando o sistema eleitoral, mesmo sem fatos que fundamentem esse processo. Esse é o ponto principal. Não estamos discutindo qualquer produção de notícias falsas.

Estamos falando de fatos que acabem criando problemas para o processo eleitoral e que sabidamente são inverídicos. Não é qualquer bobagenzinha distribuída por um aposentado ou dona de casa.

Isso atinge uma das colunas do bolsonarismo nos últimos anos, que se esmerou em atacar o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] para colocar em dúvida a credibilidade do processo eleitoral. Isso é uma das ações tocada pela extrema direita em todo o mundo. A mesma coisa foi feita por Donald Trump, levando à invasão do Capitólio —da qual nossa invasão do 8/1 é tributária e um plágio muito do vagabundo. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

Para Sakamoto, os apoiadores de Jair Bolsonaro usam uma suposta "defesa da liberdade de expressão" como pretexto para manter um de seus pilares: a produção e a disseminação de notícias falsas para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.

No final das contas, o bolsonarismo, sob a fantasia de defender a liberdade de expressão, está tentando manter o privilégio de continuar usando ataques ao sistema eleitoral sabidamente inverídicos. Tentam manter uma das colunas-mestras de sua política de ataque à democracia utilizando a democracia.

Os intolerantes que usam a democracia para justificar ataques a ela acabam, inexoravelmente, levando ao fim da tolerância e da democracia. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

Sakamoto: Veto sobre fake news pode ser mantido como moeda de troca

Em conversa com um senador, Sakamoto apurou que a manutenção do veto presidencial sobre fake news pode servir como uma espécie de moeda de troca para a discussão sobre a saidinha de presos.

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Conversei com um senador, que me disse que pode acontecer muita coisa. O veto pode ser mantido como uma moeda de troca. O governo Lula está menos dedicado em derrubar esse veto e mais em tentar manter o relacionado à lei das saidinhas e está conversando com lideranças evangélicas. Por conta disso, pode entrar até um bem-bolado. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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