Conteúdo publicado há 23 dias
OpiniãoPolítica

Sakamoto: Bolsonaro é padrinho tóxico em São Paulo, mas é o que Nunes tem

Na disputa à Prefeitura de São Paulo, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é o padrinho mais tóxico dos aliados. Mesmo assim, é o que o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP) tem como estratégia para angariar mais votos na busca da reeleição. É o que afirmou o colunista do UOL Leonardo Sakamoto durante sua participação no UOL News 2ª Edição de quarta-feira (29).

Sakamoto comentava a pesquisa Datafolha que, com novos pré-candidatos no páreo, acabou mostrando dados diferentes e não muito otimistas para Nunes.

Tem um dado do Datafolha interessantíssimo: agora, não votariam em nenhum candidato do Lula 45%. Em março, eram 42%. Não votariam em nenhum candidato do Bolsonaro 61%. Em março, eram 63%. A oscilação está dentro da margem de erro. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

O que acontece é o seguinte: Bolsonaro ainda é um padrinho mais tóxico em São Paulo. Mesmo assim, é o que Nunes tem. E o Nunes tem nos últimos dias tentado se aproximar do Bolsonaro: ele falou que Bolsonaro foi um bom presidente na pandemia e defendeu também escolas cívicos-militares. São pautas bolsonaristas, ele está tentando se aproximar. (...) A campanha do Nunes está preocupada porque achou que chegaria agora de 6 a 10 pontos à frente do Boulos. E, no máximo, estão empatados tecnicamente. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

Sakamoto aponta que mais importante que saber de onde os votos de Pablo Marçal (PRTB-SP) e Datena (PSDB-SP) vieram, é saber para onde esses votos vão.

[Marçal] Tira voto, claramente, do Nunes. Tem muita gente que fala, caso ele se torne um nome competitivo, que ele pode ameaçar o Nunes. Caso contrário, a candidatura do Marçal vai ser usada como uma [estratégia] do bolsonarismo para pressionar o atual prefeito para ocupar o espaço da extrema direita na sua campanha. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

Tão importante quanto saber de onde esses votos vieram, é para onde esses votos vão. Repito, o Datafolha aponta que tem uma quantidade maior [de intenções] do Datena que iria para o Nunes, mas é mais complexo. Depende o seguinte: Datena e o Marçal vão até o fim? Se forem até o fim, eles entram na dinâmica de discussão de voto. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

Em um debate, o Datena é mais próximo do Boulos, inclusive nos debates, em proximidade pessoal. Ele vai fazer o quê? Mais poupar o Boulos e bater no Nunes? O Marçal eu não tenho dúvida nenhuma: vai mais poupar o Nunes e bater no Boulos. Isso faz diferença para construir para onde vai o voto de ambos no segundo turno. Tabata Amaral teve uma boa notícia, manteve os 8% dos dados existentes. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

Análise: Alexandre de Moraes foi ministro certo no momento certo para o Brasil em 2022

Continua após a publicidade

Prestes a deixar a presidência no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes foi o ministro certo no momento certo no órgão eleitoral no contexto das eleições para a Presidência da República em outubro de 2022. A análise é do professor de direito da FVG-RJ e Uerj, Wallace Corbo, em sua participação no UOL News 2ª Edição de quarta-feira (29).

Em discurso de despedida, Moraes atacou as fake news após o Congresso derrubar punição. Ele também ressaltou que o Brasil mostrou ser possível combater o "populismo digital extremista" e que a população brasileira saiu "vencedora" das eleições de 2022.

Sobre a presidência do ministro Alexandre de Moraes [no TSE], algumas pessoas já disseram isso e eu vou fazer coro: o ministro Alexandre de Moraes foi o ministro certo no momento certo para o Brasil no contexto das eleições presidenciais de 2022.

Talvez outros ministros do Supremo que estivessem na condução do TSE não tivessem a mesma habilidade tanto técnica quanto também algum grau de política para assegurar a rigidez eleitoral, para assegurar o resultado das eleições. Wallace Corbo, professor de direito da FGV-RJ e Uerj

'Cena deplorável', diz Cris Fibe sobre encenação de aborto na Câmara

Continua após a publicidade

Também durante o UOL News 2ª Edição de quarta-feira (29), a colunista do UOL Cris Fibe afirmou que um deputado federal ir à tribuna da Câmara dos Deputados encenar um aborto é uma "cena deplorável" e vergonhosa para os brasileiros.

Cris Fibe comentava o ato do deputado federal doutor Zacharias Calil (União-GO) contra o método de interrupção legal da gravidez. Na terça (28), o parlamentar subiu na tribuna acompanhado de outros colegas, inclusive uma deputada mulher, e encenou como ocorre o aborto por assistolia fetal.

[Esse deputado está] Protagonizando essa cena deplorável que é uma vergonha para a gente que é brasileiro ou brasileira. (...) Até a semiótica da cena é muito interessante, aquele bando de homem e uma mulher apenas ali com aquele manequim, aquele pedaço de simulacro de mulher à frente dele. Cris Fibe, colunista do UOL

Nem ele sabe o que é (...) e ainda manipula para assustar. Ele faz uma encenação toda para assustar o cidadão e a cidadã comum, querendo dizer o que ele está mostrando ali de infanticídio. Cris Fibe, colunista do UOL

O UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h com apresentação de Fabíola Cidral e às 17h com Diego Sarza. O programa é sempre ao vivo.

Quando: De segunda a sexta, às 10h e 17h.

Continua após a publicidade

Onde assistir: Ao vivo na home UOL, UOL no YouTube e Facebook do UOL.

Veja a íntegra do programa:

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Deixe seu comentário

Só para assinantes