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Maierovitch: Boulos não deveria ser relator e errou em parecer de Janones

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) não deveria ter assumido relatoria em processo de cassação por caso de rachadinha do colega parlamentar André Janones (Avante-MG), afirmou o colunista do UOL Wálter Maierovitch no UOL News 2ª Edição desta quarta-feira (5). Para Maierovitch, Boulos também errou ao livrar Janones em seu parecer.

O caso foi arquivado nesta quarta-feira (5) pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Sessão terminou com tumulto generalizado e deputados praticamente em embates físicos.

Em flagrante a suspeição e o impedimento do Boulos, ele não poderia ser relator desse caso. Por duas razões. Primeiro pelos laços de amizade, pelos laços fortes de união. E mais do que isso: o Janones é da linha de frente do programa do Boulos para prefeito [na pré-candidatura em São Paulo], e está totalmente integrado na linha de frente nessa campanha. Wálter Maierovitch, colunista do UOL

Ou seja, existe aí uma suspeição. Mas ele colocou isso de lado até, talvez, seguindo o exemplo do próprio Supremo Tribunal Federal, onde os ministros já não se dão mais como suspeitos para nada e temos casos recentes. Esse é o primeiro ponto, ele não deveria ser o relator. Wálter Maierovitch, colunista do UOL

Para Maierovitch, Boulos ignorou um ponto importante que já tinha sido dado pelo Supremo Tribunal Federal sobre o caso.

Se a gente olhar o processo penal, e aqui é o processo administrativo, mas tem as regras básicas, tem os fundamentos que podem ser subsidiários, é o seguinte: o parecer é nulo em razão dessa suspeição. Mas esse é um ponto que parece que não foi tocado nesse circo que a gente assistiu. Wálter Maierovitch, colunista do UOL

O segundo ponto diz respeito a um dado fático que o Boulos, infelizmente, (...) ignorou, ou melhor, deu uma interpretação diversa da dada pelo STF. O STF entendeu que havia caso de foro privilegiado a envolver o Janones, a citação é igual, desse mesmo caso. E por haver foro privilegiado, determinou instauração de inquérito policial e diligências. O Supremo entendeu que era ele o foro competente. Wálter Maierovitch, colunista do UOL

Tecnicamente, à luz do que bem decidiu o Supremo pelos elementos existentes, o Janones estava efetivamente em exercício de função. O Boulos pisou na bola porque não se deu por impedido, por suspeito; e errou na sua conclusão [do parecer que livrou Janones em caso de rachadinha]. Wálter Maierovitch, colunista do UOL

Sakamoto: Bolsonaro usa Pablo Marçal para empurrar Nunes mais à direita

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Ainda no UOL News de hoje, o colunista Leonardo Sakamoto afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usa o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB-SP), para empurrar o prefeito Ricardo Nunes à direita e ter um aliado como seu vice.

Bolsonaro se encontrou com Marçal em Brasília. Apesar de sinalizar aproximação, o ex-presidente disse à Folha que tem um compromisso com a reeleição de Nunes. Ele considera o ex-comandante da Rota, coronel Ricardo Mello Araújo, como seu potencial vice.

[Marçal] Foi e se encontrou com o Bolsonaro. Aquele encontro que vale a foto, nem [tem] grandes discussões entre eles, mas vale a foto para os dois. Para o Marçal, isso vai ser distribuído nas redes sociais e aproxima o bolsonarismo do Marçal. O Marçal já apoiou o bolsonarismo antes várias vezes. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

O que acontece é que com essa imagem ele acaba trazendo, nesse momento, uma parte do bolsonarismo mais para perto dele. O que para ele é bom, isso é mídia e traz impacto. Mas para o Bolsonaro é melhor ainda. Por quê? O Bolsonaro não vai apoiar o Marçal ao que tudo indica. Tanto é que depois dessa foto, Bolsonaro veio a público dizer que apoia o Ricardo Nunes na disputa. Ele falou para a imprensa. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

O Bolsonaro usou o Pablo Marçal para tentar pressionar o Nunes, para tentar empurrar o Nunes mais à direita. Para o Nunes engolir o seu candidato a vice, coisa que ainda não está fechada. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

O UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h com apresentação de Fabíola Cidral e às 17h com Diego Sarza. O programa é sempre ao vivo.

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Quando: De segunda a sexta, às 10h e 17h.

Onde assistir: Ao vivo na home UOL, UOL no YouTube e Facebook do UOL.

Veja a íntegra do programa:

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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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