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Com 77 mortes, Brasil tem pico de vítimas e infectados em 24 h

Do UOL, em São Paulo

26/03/2020 17h05Atualizada em 26/03/2020 20h54

Resumo da notícia

  • Estados com mortos pela covid-19 são: SP (58), RJ (9), CE (3), PE (3), AM (1), GO (1), SC (1) e RS (1)
  • Governo diz que alta é esperada; maior preocupação é que crescimento chegue ao dobro de casos novos a cada três dias
  • Número de infectados em todo o mundo rompeu a barreira do meio milhão hoje, segundo a Universidade Johns Hopkins
  • Taxa de letalidade global é de 4,5%; no Brasil é de 2,6%

O Ministério da Saúde anunciou hoje, em coletiva de imprensa, que subiu para 77 o número de mortes em decorrência do novo coronavírus no Brasil — 20 vítimas nas últimas 24 horas. No total, são 2.915 casos oficiais no país.

De acordo os dados, este é o pico de mortes e infectados em apenas um dia no país. Ontem, o ministério indicava 57 vítimas e 2.433 casos — 482 a menos de diagnosticados com a doença.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que já era esperado nessa fase da transmissão do vírus que o número de casos novos, e de mortes registradas, fosse maior que o anteriormente registrado.

Segundo Gabbardo, isso deve ocorrer pelos próximos 20 a 30 dias, período de pico da transmissão do vírus. A preocupação do Ministério da Saúde, diz o secretário, é a de que o crescimento no número de casos venha a ultrapassar o limite projetado por dia, o que equivale a termos o dobro de casos novos a cada três dias.

"Isso é esperado e nós vamos ter daqui pra frente quase que diariamente um número de casos novos superior ao numero de casos do dia anterior", disse Gabbardo. "Isso por um período que imaginamos que deva ocorrer ainda por 20, 30 dias. É o esperado, vai acontecer. Temos que estar preparados para essa situação", afirmou o secretário-executivo da Saúde.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, afirma que nesse momento não é possível estimar a velocidade no avanço do vírus, e por isso é importante reforçar as medidas de prevenção, como o isolamento de pessoas com sintomas de gripe.

Oliveira comparou o perfil do gráfico sobre o crescimento dos casos com uma montanha. "O que nós estamos tentando fazer: estamos tentando transformar essa montanha num morrinho, mas nós vamos ter que continuar escalando alguma coisa", disse.

Seja uma montanha seja um morrinho, o que nós podemos dizer com certeza: estamos no pé do morro ou da montanha, então ainda tem muito chão pela frente para chegar no alto e começar a descer
Wanderson de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde

Segundo o secretário, ainda não é possível fazer nenhuma especulação de a disseminação da doença vai equivaler a "uma montanha como o Everest ou se vai ser um morrinho como o Itacolomi, lá em Minas".

Infectados chegam a 500 mil no mundo

O número de infectados em todo o mundo rompeu a barreira do meio milhão na tarde de hoje, segundo dados atualizados em tempo real pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. São 22.993 vítimas fatais da covid-19 entre 510.108 pacientes, com uma taxa de letalidade global de 4,5%.

O número de casos confirmados no Brasil nas últimas 24 horas pelo governo quebra uma sequência positiva no Brasil, que vinha diminuindo os novos diagnósticos durante a semana.

Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, há 399 pacientes internados e quase metade deles (194) está em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os estados brasileiros que contabilizam mortos em decorrência do coronavírus são: Amazonas (1), Ceará (3), Pernambuco (3), Rio de Janeiro (9), São Paulo (58), Goiás (1), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (1).

Novo site com dados mais recentes das secretarias

O Ministério da Saúde anunciou que a partir de amanhã o site que reúne as estatísticas nacionais dos dados sobre os casos da doença passará a ser totalmente alimentado pelas secretarias municipais e estaduais de saúde.

A medida deve dar mais agilidade na atualização dos dados. Até então, era comum que casos divulgados nos estados demorassem algumas horas para serem registrados no boletim nacional.

Saúde