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Coronavírus: Governo investe R$ 144 milhões em call center da covid-19

NIAID-RML
Imagem: NIAID-RML

Vinicius Konchinski

Colaboração para o UOL, em Curitiba

26/03/2020 17h59

O Ministério da Saúde vai abrir um call center para atender pacientes que apresentarem sintomas da covid-19. A empresa TopMed, de Santa Catarina, foi contratada em regime emergencial (sem licitação) para operar a central telefônica, que ainda não tem data para começar a funcionar.

A contração de emergência foi justificada pela pandemia do coronavírus.

O extrato do contrato firmado entre a TopMed e o Ministério da Saúde foi divulgado na terça-feira (24) no Diário Oficial da União. A empresa receberá R$ 144 milhões do governo federal.

Procurados pelo UOL, nem Ministério da Saúde nem a TopMed informaram como funcionará o serviço e quando ele começa a atender a população.

O Diário Oficial informa que a TopMed fará "atendimento pré-clínico a pessoas que apresentem os sintomas mais comuns do coronavírus (febre, cansaço, tosse seca?)". Esse atendimento é uma espécie de triagem, na qual atendentes checam sinais vitais e sintomas de pacientes.

Os atendentes serão profissionais de saúde supervisionados por médicos.

Será exigido da TopMed que utilize "algoritmos clínicos adequados" para o atendimento da população.

Telemedicina no SUS

O contrato do governo para o call center foi divulgado um dia depois que o Ministério da Saúde regulamentou a telemedicina. O atendimento de saúde à distância foi liberado pelo governo de forma excepcional, enquanto durar a pandemia do coronavírus.

Em dezembro, a TopMed firmou um contrato com a Prefeitura de Florianópolis para atender pacientes da cidade via telefone, chat de texto e videochamada. O "Alô Saúde Floripa" começou a funcionar no último dia 16, já durante a pandemia, e chegou a ficar congestionado devido à grande demanda.

O contrato da empresa com a prefeitura catarinense é de R$ 4,5 milhões, com validade de 12 meses

Empresa abre 1.500 vagas

A TopMed anunciou nesta semana que pretende contratar 1.519 enfermeiros e técnicos de enfermagem para trabalharem no serviço de teleatendimento de saúde da empresa.

As vagas são para trabalho em São Paulo e outras cidades do país. Segundo o UOL apurou, as contratações são para atender o ministério.

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