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Covid-19: sobe para 159 o nº de mortos no Brasil; 4.579 casos confirmados

Bruno Rocha: Fotoarena/Estadão Conteúdo
Imagem: Bruno Rocha: Fotoarena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

30/03/2020 16h49Atualizada em 30/03/2020 19h29

Resumo da notícia

  • O Ministério da Saúde anunciou hoje que subiu para 159 o número de mortes devido ao novo coronavírus no Brasil
  • No total, são 4.579 casos oficiais confirmados no país -- um aumento de 323 casos em um dia
  • O estado de São Paulo segue com o maior número de casos (1.451), seguido por Rio de Janeiro (600) e Ceará (372)

O Ministério da Saúde anunciou hoje que subiu para 159 o número de mortes em decorrência do novo coronavírus no Brasil — 23 vítimas nas últimas 24 horas, o maior número registrado num só dia no país.

No total, são 4.579 casos oficiais confirmados no país — um aumento de 323 casos em um dia — e 3,5% de letalidade, informou o ministério.

Os estados que contabilizam mortes são: Amazonas (1); Bahia (1); Ceará (5); Maranhão (1); Pernambuco (6); Piauí (3); Rio Grande do Norte (1); Minas Gerais (1); Rio de Janeiro (18); São Paulo (113); Distrito Federal (1); Goiás (1); Paraná (3); Rio Grande do Sul (3); Santa Catarina (1).

Segundo o governo federal, a região Norte tem 254 casos de covid-19; o Nordeste, 790; o Centro-Oeste apresenta 435; o Sudeste, 2.507, e o Sul, 593 diagnósticos da doença.

O estado de São Paulo segue com o maior número de casos oficiais, 1.451, seguido por Rio de Janeiro (600) e Ceará (372).

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que 90% dos pacientes que morreram por causa da covid-19 tinham acima de 60 anos e que pelo menos 85% tinham algum fator de risco que poderia levar a complicações no quadro de saúde, como doenças cardíacas, diabetes e problemas nos rins ou no sistema imunológico.

O ministério também identificou um aumento de 118% nas internações por quadros graves de doenças respiratórias, em relação ao mesmo período do ano passado. A grande maioria dos casos, porém, segundo o governo, não foi identificada como relacionada ao novo coronavírus. Apenas 4,5% dos pacientes internados com síndromes respiratórias graves testaram positivo para o vírus.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, parte do aumento em relação a 2019 pode ser explicado por uma maior atenção dos profissionais de saúde em notificar as autoridades públicas sobre os casos graves de gripe e outras síndromes respiratórias.

"Isso está explicado pela maior atenção e maior sensibilidade do sistema [de saúde] na identificação e notificação dos casos", disse Oliveira.

Diferenças de estado para estado

Para o ministro da Saúde, a divulgação da taxa de letalidade não deveria ser feita por estados, pois onde há um baixo número de casos confirmados a estatística não seria representativa da realidade. Mandetta citou como exemplo hipotético um estado que tenha registrado apenas um caso e um óbito.

Segundo Mandetta, a taxa de letalidade calculada com base no total de casos registrados no país é mais representativa sobre o risco de morte pela doença. "Você falaria que a letalidade é 100%? Então, ela não é tão matemática assim. Talvez a letalidade de 3,5 seja mais representativa, embora testando [mais a população], o número de casos vai subir", disse Mandetta.

O ministro usou como exemplo os Estados Unidos, onde os diagnósticos subiram para mais de 111 mil casos após dar início a um número maior de testes.

"A gente espera não ter uma epidemia em todos os estados da Federação. A gente entende hoje que os maiores riscos são São Paulo, Rio, Ceará. E o Distrito Federal tem uma característica ímpar, de ter uma população local com muita viagem para o exterior e uma cidade que traz gente de fora o tempo todo".

500 mil kits de teste rápido

O ministério afirmou também que está chegando hoje no Brasil o teste rápido, para ser usado em um período tardio da doença — no sétimo dia-, quando o corpo do paciente já desenvolve anticorpos para doença.

"O teste rápido vem em um pacote pequeno. O profissional de saúde faz a reação e lê aquele teste para o indivíduo 20 minutos depois. Aí todo mundo vai pensar, 'Eu quero testar'. Ele só serve para após o sétimo dia que a pessoa está com gripe", disse Mandetta.

"Portanto, não pensem em chegar para saber se já teve. Esse teste será fundamental para saber se aquela enfermeira ou médico que está com uma gripe testou positivo para coronavírus. Então sei que tem que tratar de um jeito. Ou que pode voltar ao trabalho de outra maneira", acrescentou.

O ministro ainda disse que o teste serve também para gerenciar os casos de covid-19.

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