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Ministério exalta SUS, mas admite que poderá usar leitos da rede privada

Uso de leitos de UTI particulares podem ser necessários no combate à pandemia de coronavírus - Getty Images
Uso de leitos de UTI particulares podem ser necessários no combate à pandemia de coronavírus Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

03/04/2020 18h23

O Ministério da Saúde admitiu na tarde de hoje que pode precisar de leitos da rede privada, embora o SUS (Sistema Único de Saúde) esteja dando suporte os hospitais particulares na atual fase da pandemia de coronavírus.

Durante a entrevista coletiva concedida nesta tarde, o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, afirmou estar monitorando a situação dos leitos nos hospitais e que, no momento, a rede privada tem necessitado mais do SUS do que o contrário: "Nós vamos passar a acompanhar e monitorar a utilização dos leitos de UTI tanto da rede do SUS como da rede privada", disse.

"Esse fluxo não é só no sentido do SUS precisar da rede privada. Em alguns lugares, nesse primeiro momento em que a incidência da doença está ocorrendo em faixas sociais mais elevadas, está existindo o contrário: a rede privada também está precisando do Sistema Único de Saúde", declarou Gabbardo.

O secretário continuou defendendo que a parceria ocorra em qualquer situação, seja de maior necessidade da iniciativa privada ou do sistema público. "Mais adiante, quando mudar o perfil das pessoas que vão estar doentes, é possível que o SUS precise mais dos leitos privados."

O titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta, reiterou a afirmação de Gabbardo: "Ou seja, se (o SUS) precisar (de leitos privados), vai usar."

O ministro também saiu em defesa do SUS e pediu que profissionais da área médica se lembrem que "o berço de alta tecnologia é o hospital público."

Brasil pode seguir exemplo da Espanha

Cinco dias após a OMS (Organização Mundial de Saúde) decretar a pandemia de coronavírus, o governo da Espanha anunciou a estatização de hospitais privados do país para garantir atendimento a todos os pacientes durante o período em que durar a crise.

O Ministério da Saúde espanhol alegou que as instituições públicas não conseguiam lidar com a demanda de necessitados e que, portanto, os serviços privados seriam colocados à disposição da população.

Na ocasião, a Espanha era o sexto país com maior quantidade de casos de covid-19. Hoje, o país é o terceiro com maior número de casos confirmados, acima de 110 mil e atrás apenas de Estados Unidos e Itália.

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